22 março, 2011

Um post de abstração e desabafo

 

Faz tempo que estou com coceiras na mão para escrever alguma coisa. Tem tantas acontecendo que o tempo se tornou algo difícil de arrumar. Escrever aqui para esvaziar um pouco a cabeça é o mesmo que boicotar algumas boas horas de sono, mas deve funcionar mais ou menos como despejo de memória, portanto vamos lá.

[se você não entendeu a piada nerd – veja: o que é um despejo de memória] e tente fazer uma analogia das ideias jogadas para sair da cabeça para o blog, mesmo que fora de ordem e quase que irrecuperáveis a não ser por técnicos treinados. *rs

Mas vamos às ideias jogadas e ao Primeiro Ponto:

Teoria + Teoria = Paranóia?

Às vezes penso como é que os grandes mestres de outrora não enlouqueciam, e parando para reler a minha frase já percebo o quanto ela é absurda já que muitos foram considerados transviados na sua época. Uma googlada dá vários exemplos, mas isso pode ser explicado com uma frase que tenho ouvido muito do Dr. Jorge e que elucida a questão: às vezes o corpo de conhecimento existente não é o suficiente para entender determinadas hipóteses. O que isso quer dizer?

Quer dizer que algumas pessoas nascem fora do seu tempo e pagam por sua necessidade de expor seu conhecimento que é obtuso naquele instante. Conhecimento este que pode, de alguma forma, se tornar relevante num futuro longínquo ou através da recuperação de registro de um pouco de pesquisa.

Não que eu me coloque totalmente nessa posição privilegiada, ou que me ache capaz de estar fora do meu tempo, longe disso, mas apenas é uma das coisas que tenho ouvido e que fazem valer cada centavo do mestrado.

Entretanto minha sensação de falar às moscas ou observar alguns fios de baba branca escorrendo no canto da boca das pessoas enquanto tento, TENTO, expor alguma ideia ou explicar um conjunto delas que estão me atormentando fazem, ao meu bel prazer, muito sentido diante dessa explicação e aquiesce-me na ansiedade diante de algumas frustrações ao ver que não vai adiantar procurar formas e formas de explicar algo que será inexplicável naquele momento.

Mas o problema é o seguinte: quanto mais penso, mas a palavra: “fudeu” me ocorre ou ainda principio que o problema de tudo é o ser humano e que a solução também está ali, nesse embromo de coisas.

Algumas vezes caio na psicologia das coisas e fico desesperado em não ter tempo de estudar tudo o que preciso para provar cada uma das minhas ideias.

Tenho saudade do tempo que conseguia virar a noite procurando argumentação ou achando que valia a pena argumentar e quebrar as coisas com socos e pontapés de informação que estão a disposição de todos e que não são utilizadas.

Sinto falta de escrever alguns textos polêmicos e de ter pique para manter a polêmica e tirar algum resultado disso, mas parece que tudo é tão fraco se comparado com a esperança ou com o ganho que chegarei a alcançar com isso.

Um exemplo claro é uma pergunta mais humanitária: a tecnologia foi feita para que? Para facilitar a vida do homem? Para desenvolver determinadas formas de melhoria? Por mais que eu tente sair do ciclo de boas causas ou do ciclo de boas intenções sempre me vem a cabeça que tudo sempre é criado para obter lucro. E nem sempre um lucro sadio. Quando falo de lucro sadio estou me referindo aquelas proezas do ganha-ganha.

Parece-me as vezes que tudo gira em torno do eu ganho você perde e assim vamos levando, pois a lei do mais forte é que impera, e nesse caso, do mais forte e privilegiados mentalmente ou que tem conhecimento de causa de como ferrar a vida alheia sem ressentimento.

Na verdade fugi do assunto inicial, então vou tentar voltar:

Teoria + Teoria = Paranóia?

Quando estudar e estudar é chegar ao lugar que você, como disse Platão, menos sabe, é claro que o mundo dos ignorantes é o melhor. É invejável. É perceptível que a felicidade reside em desconhecer o perigo.

É observar que o mundo é feito por adolescentes que tem força e vontade de quebrar um muro a sopapos enquanto você, de longe, torce para que isso dê certo. E nesse caso, você se utiliza dessa força.

É estranho perceber que quanto mais se estuda, quanto mais tenta-se entender o que é impossível de ser entendido, mais ainda chega-se a ideia de que tudo é tão vão.

Enfim... cansei.. e para variar, fica mais um post sem pé nem cabeça e desabafo de descarga de memória.

Só preciso completar que as vezes, os pilares do meu pré-projeto, fazem crer que ele é válido não só para os metadados, mas também para a humanidade:

Os sete obstáculos instransponíveis de Doctorow para metadados confiáveis são:

1. As pessoas mentem

2. As pessoas são preguiçosas

3. As pessoas são estúpidas

4. Missão impossível: conhecer a si mesmo

5. Os esquemas não são neutros

6. Medições influenciam os resultados

7. Há mais do que uma forma de descrever algo

Outras razões que resultam em obsolescência dos metadados (porcaria, lixo) são:

1. Dados podem tornar-se irrelevantes no tempo

2. Dados podem não ser atualizados com novas perspectivas

Isso significa que os resultados da pesquisa irão retornar dados obsoletos e incorretos. [3]

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