23 julho, 2015

Atribuição

As pessoas são quem são e cada geração tem seu valor é seu desmerecimento.

Se você tende a ser negativo, racional, superficial vê apenas parte daquilo que essa geração produz e esquecer as coisas boas - tendenciando sua percepção. Atribuindo característica que são mais marcantes ao seu perfil.

Se você tende a ser positivo, emocional, profundo verá verdades que outros não vêem e ainda assim será submetido, talvez, a grandes e profundas alegrias e tristezas.

E assim seguimos: atribuindo.

Mas qual é do papo da geração? Então: usei a palavra geração mas neste momento creio que era seja melhor para evitar confusões pois me refiro a todas as gerações que vivem e tem acesso aos dados online. 

Atribuições: negativa - já que a Internet facilitou a pesquisa, pesquiso menos é mais superficialmente. Verdade? Talvez. Em alguns ou na grande maioria sim.

Atribuições: Positiva - Você já parou para pensar que pode se certificar de qualquer informação se aprofundando um pouco na pesquisa e não tomando como verdade a maioria?

Vou para o causo de hoje que gerou toda essa elaboração enquanto fecho os olhos:

Hoje, em um aplicativo de recordações (timehop) encontrei uma citação. Há dois anos, copiei e colei aquele trecho sem pensar em confirmar a veracidade daquilo. Atribui que quem dizia, sabia aquilo que dizia. Era o seguinte:

"Aquele que quer aprender a voar um dia precisa primeiro aprender a ficar de pé, caminhar, correr, escalar e dançar; ninguém consegue voar só aprendendo vôo".

Primeira atribuição: por que gosto dos eventos, já ouvi muita coisa e li muita coisa legal desse divulgador atribui que a citação era verdadeira.

Atribuições: ele divulgou para não sei quantos e eu para não sei mais quantos na época.

Só essa atribuição já incitou que outras pessoas atribuissem verdades e criou-se uma corrente.

Hoje, esse aplicativo rememorou essa contribuição e fui pesquisar, pois na primeira a deram Nietzsche. Pelo que me lembro de Nietzsche suas citações me davam dores de cabeça de complexa profundidade e atribuições. Mas essa frase, fui pesquisar se era mesmo de Nietzsche e, numa pesquisa inicial: sim. Quase todos resultados atribuem a frase a ele mas nenhum, NENHUM! Cita a fonte de origem.

Inclusive artigos científicos onde as pessoas usam a citação e não põem a fonte! Ah! Se "todo mundo" diz que é dele alguém tá certo? Nesta época o lado ruim e que talvez pois todos que não pesquisaram compartilharam e a tornaram "verdade" mas é falso.

A única fonte de origem que encontrei nessa frase foi:

Tempo
Edno Mattos
Clube de Autores, 30 de nov de 2008 - 47 páginas - na Página 19!

Atribuo ao Edno essa frase, se ele replicou de Nietzsche,  não colocou a fonte, eu, na minha pesquisa superficial não atribuiria pq não achei mada que o pudesse fazer.

Desse ponto haveria tantos links de atribuições falaciosas para discussão.

Atribuo falta de tempo para pesquisa aprofundada. Atribuo valor: quão importante é o dono da frase se a frase é boa? Atribuo desmerecimento: para que essa pesquisa. E, na minha opinião a pior: atribuo verdades falsas.

21 maio, 2015

Pangué


http://historiaviva.org.br
http://www.velhoamigo.org.br

Um trabalho voluntário é um trabalho. Onde a recompensa é ajudar, mas não se engane, você ajuda e procura ajuda. Você precisa dedicar tempo, esforço, paixão e paciência. 
Também não deve ser um querer de empolgação, é frustrante ver muitos começarem e tantos sumirem pelo caminho sem ao menos dizer: tchau. Todos temos compromisso, então pense que é um curso, um grande aprendizado no período de um ano pelo menos.
Emprenhe-se.

Depois do sermão vale explicar o projeto: que ja está descrito nos sites acima em detalhes, mas é um projeto de ouvir, transformar/encantar e contar histórias. Em resumo: ouvimos idosos e incentivamos a falarem enquanto anotamos o que pudermos (pq eles curtem falar), depois sentamos e transformamos encantando a historia que os idosos disseram e em seguida, levamos essa historia para crianças e as contamos! Depois voltamos e contamos para os principais personagens e devolvemos tudo.

Enfim, se tiver intesse: entre nos sites no começo do post.

E quem é o Pangué?
Foi meu primeiro conto, a quatro mãos, com o Manoel Lobo (facebook: /manoel.lobo.1). 
Ele ouviu a historia inicial do idoso que falou que morava no sertão, com seus irmãos e precisavam ir buscar água sempre, no lombo de um burrico.

Enfim: aproveitem.

Apresento a todos a história do Pangué.

Existiam três garotos comuns, sem maiores ambições que um prato de comida e uma boa e refrescante água com limão para beber.

Viviam uma vida pacata, comum, numa fazenda em um país muito distante governado por um cientista maluco. 

Esses irmãos, toda os semana, pegavam o Pangué, um burrico inteligente e preguiçoso, para buscar suprimentos para família no castelo do cientista e viviam tranquilos sem muitas aventuras.

Certo dia, o cientista em um acesso de maluquice, proibiu a entrada de todos. 

- A água está confiscada e é minha! Ninguém mais entra no meu Castelo!

A notícia se espalhou como fogo e pegou todos desprevenidos. A tristeza e desolação tomou conta de todos. 

- Como faremos? Era a pergunta estampada nos olhos dos irmãos enquanto alimentavam Pangué.

- Temos que encontrar água, não importa como!

- Mas onde? Como? De que maneira vamos deixar nossa vida, nossa família e mudar tudo?

A discussão durou alguns dias enquanto a água de reserva ia acabando. O desespero e a tristeza se instalava. Era melhor desistir de tudo!

Foi então que o pai dos meninos os chamou e lhes ordenou que fossem à um reino distante, conhecido por suas abundantes águas límpidas e cristalinas.
 
Vocês devem trazer água para casa antes que seja tarde demais e acabemos morrendo de sede. Levem o Pangué com esses dois velhos baldes e os encham de água para que sobrevivamos a esses tempos difíceis.

O irmão mais novo foi montado sobre o velho burrico, que carregava também os dois baldes, um de cada lado, e seus irmãos o acompanharam a pé. Assim começaram sua jornada, em busca da água que salvaria sua família.

No entanto, o cientista maluco, governante daquele reino e auto-proclamado detentetor de toda a água do reino, não ficou nem um pouco satisfeito quando soube que alguém ousava tetar se apoderar de alguma água em seu reinado. Mesmo que a água em questão viesse de fora, isso certamente não estava certo! Ora, era uma petulância que algum de seus súditos ousasse querer água! E assim ele começou a arquitetar um plano para impedir que os meninos voltassem com aquela água.

Já havia alguns dias que os garotos estavam na estrada, rumo ao Reino das Águas Infindas, e não deviam estar muito longe agora, embora não soubessem disso. Deviam chegar lá em breve, mas estavam cansados, sedentos e famintos. Longe dalí, o cientista tinha chegado a um plano, certamente infalível, que tiraria os garotos de seu caminho e os impediria de alcançar a almejada água. 

Observando-os com sua luneta de alta precisão e longa distância, do interior de seu castelo-laboratório, o cientista esperou até     que os meninos se aproximassem de uma floresta densa e escura, à qual teriam de contornar antes de chegar ao seu destino. Quando eles estavam bem próximos, fez os cálculos finais e disparou de seu laboratório um dardo teleguiado em direção ao burrico dos garotos.

Ao sentir aquela picada repentina e dolorida, Pangué assustou-se muito e disparou em direção à floresta à sua frente! O irmão mais novo fez o que pôde para se segurar na sela, mas floresta adentro, acabou perdendo o equilíbrio e com uma forte pancada foi ao chão, enquanto o burrico continuava a correr assustado.

Ele vagou por aflitivas horas na mata sombria até conseguir encontrar seus irmãos, que também o procuravam. Os dois outros meninos já haviam recuperado o velho e assustado animal, e a muito custo convenceram-no a subir novamente no burrico.  Mesmo assim, estavam agora perdidos, com fome, com sede e o irmão mais novo trazia o corpo dolorido da queda. Não sabe-se quanto tempo passaram vagando, quase sem esperança, no interior da floresta escura, até verem, muito ao longe, por entre as árvores, o brilho da luz do sol. Se animaram, a esperança se inquietando em seus peitos, e apressaram-se em direção à luz!

Ao saírem, se depararam com uma das visões mais fantásticas que já haviam tido em toda a sua vida: uma grande cidade se erguia à sua frente, bem no centro de um imenso lago azul e refrescante. Animados, os garotos pularam no lago e refrescaram-se antes de começar a diligentemente encher os baldes com água, e começarem os preparativos para a viagem de volta.

Uma linda moça, que estava próxima encantou-se com a animação dos irmãos e susurrou um segredo ao ouvido do mais velho.

Ele sorriu, agradeceu, juntou todas as coisas e tomaram o rumo de casa em um silencio que emanava alegria.

Caminharam de volta tanquilamente, ate que encontram o cientista que os esperava na estrava que levava para sua familia.

Vocês não passarão! Essa agua também é minha! - bradou rindo loucamente o cientista.

O irmão mais velho, cochichou algo na orelha do pangué que disparou contra o cientista tranaformando-se num dragão alado com uma calda dagua. 

O cientista fugiu gritando, e as gotinhas de agua formaram varias nuvens, que se precipitaram em chuva. 

A barreira criada pelo cientista ruiu. Os irmãos voltaram com chuva. E fartura.

E quando perguntaram, o que havia acontecido. O mais velho respondeu:

- Aquela moça bonita era uma fada sereia. Ela me disse que o Pangué sempre esteve em nossas vidas para muda-la! Para nos apoiar porque nos amava e dividiamos nossas melhores horas com ele. Que ele, em sua forma original de dragão retribuiria quando mais precisassemos. O que fiz? Susurrei: você é nossa familia, o protegeremos. Para agradecê-lo porque achei que era o fim!

Todos abraçaram pangué. Viram o pequeno corrego cristalino que reluzia a luz do sol. E sorriram, finalmente em paz e felizes.

O mais novo gritou: Tenho um limão!

Todos deram de ombro e se lembraram que o que eles mais gostavam, era de uma agua fresca com suco de limão. Riram e correram felizes para o rio com pangue relinchando atras!


20 abril, 2015

O Google muda seu algoritmo de busca.


O algoritmo de busca do Google é uma sequência de regras que impacta na forma que o gigante dos dados exibe os resultados Orgânicos – aqueles que aparecem por que o site é relevante em conteúdo, relevantemente desenvolvido - quase sem problemas de links, organizado por SEO e várias outras regrinhas que são utilizadas por ele.

O que é Orgânico e Pago no Google


E qual o motivo do “armagedon”? Segundo as referências acima, o Google priorizará os sites responsivos, mobile first, adaptados (notem que separei - são coisas diferentes -) e que têm a interface e código mais adaptados à apresentação móvel.

“Cerca de 60% do tráfego na internet agora vem de dispositivos móveis e o Google quer que os usuários tenham uma boa experiência sempre que clicar em um link móvel.

Por mais que a alteração seja focada somente para exibição multidevices (smartphones, tablet, geladeira, tv, computador) pela relação intrínseca é muito provável que isso afete também anúncios, modelos de busca das pessoas ao se adaptarem ao novo padrão e também que afete minimamente a parte de anúncios – essa última parte é uma suposição baseada em: “se tudo no Google é integrado e a base disso tudo é seu algoritmo de resultado – seu core business -, logo, toda a cadeia relacionada poderá sofrer pequenos abalos (ler sobre teoria de redes e teoria do caos – não a versão da borboleta please :-P ).

O que muda na minha vida de cliente do Google? Nada. Você terá resultados um pouco mais relevantes e menos lixo na hora que fizer suas buscas.

E qual o motivo de tanto blá blá blá? Para quem trabalha com sites de alguma maneira há mudanças impostas propostas por um grande player que faz/fará o mercado tomar direções específicas, vale ficar ligado.


O que é o que:
Opt IN significa optar por entrar (em um mailing list).
Opt OUT significa optar por SAIR (de um mailing list)


SEO – Search Engine Marketing – é o ato de ajustar detalhes do seu site para que o robô do site de busca consiga ler o conteúdo e apresenta-lo melhor para o usuário. As “regras” de SEO melhoram o desempenho de leitura, logo trazem mais informações e logo fazem o site aparecer primeiro e se tornar mais relevante.

04 abril, 2015

28 março, 2015

Nossos velhos – crônica de Martha Medeiros


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Nossos velhos Pais heróis e mães rainhas do lar. Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá pra implicar com a empregada. O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para ou…tra? Fizeram 80 anos. Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas. Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida. É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça? Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós. 


https://www.facebook.com/CronicasDeMarthaMedeiros

05 março, 2015

Mapeamento das coisas que gosto

Para mim é bem complicado relacionar coisas que gosto então, toda vez que eu me sentir relativamente bem, postarei aqui a lista para me lembrar que há coisas boas na vida.

# Tomar café, tranquilamente, em uma cafeteria onde eu me sinta a vontade.

# Andar de harley calmamente, numa noite refrescante, pelo centro velho de São Paulo, com uma lua imensa sobre a cabeça.

#figo

Qual será a próxima!?

27/6/15

# tomar uma banho quente demorado no escuro deixando a agua cair na cabeça, nuca e costas com incenso aceso.

#um abraço sincero/verdadeiro ou inocente

05 outubro, 2014

Crônicas de um voto

Levanto. Tomo banho. Penso, não falarei com ninguém mesmo, coloco a mesma camiseta que dormi, pego a jaqueta, um vento gelado em um dia de sol.
Sigo para o Mackenzie em silêncio pensando no que descobri ontem: se eu morrer depois da minha mãe, não serei doador de orgãos pois ninguém poderá assinar por mim, essa é a regra. Bate uma depre básica e sigo meu caminho pensando sobre minorias.
Vou observando a rua: pessoas com cachorro, famílias, crianças, idosos... Uma bêbada na esquina, com camiseta do Metallica cantando sertanejo não identificável, churrasco na calçada com linguiça e um pedaço de carne com mais gordura do que carne.
Subo para o local de votação, seção 179, vejo um mesário tão elegante  mas tão bem arrumado, que fico envergonhado de estar tão mulambento: dormi de calça jeans e camiseta e nem o tênis eu tirei, meu deus! Ele parece tão bem vestido. Será que se sente bem, todo empoado? Sigo em frente.
Chego no lugar adequado. Sem filas. Só os mesários e um cara da vara eleitoral que está passando orientação de costas pra porta...um pigarro estudado me incomoda.
-Arãm. Nenhuma reação. Tosse.
-Ah, pode vir.
O mesário está.fanho de gripe  sinto pena dele.
Voto. É rápido.
Desço de elevador e uma senhorinha, feliz, me conta que votou no Alckimim. Sorrio pensando: pq? Não prolongo o assunto.
Saio. Vejo uma starbucks dentro do Mackenzie e penso como sou sortudo por não estudar lá, mesmo não achando lá grande coisa o café deles gastaria meu dinheiro em chocochips. Ufa.
Sigo meu caminho de volta.
Paro para um café. Funcionárias mau humoradas. Café com um gosto estranho. Lugar bonito.  Pago, saio, acendo um cigarro já caminhando de novo. Troco mensagens no whatsapp com um novo companheiro de jornada. Sorrio da viagem e sigo caminhando.
Um cara com tantos adesivos no corpo quanto possível passa por mim: não teve infância ou é canditado, não consigo ler. Abstraio.
Na frente da igreja da consolação sou interrompido por um casal que me pede para fotografá-los com o celular. Faço a foto, os dois cavalheiros me agradecem. Sigo pensando que preciso trabalhar e que desejo dar uma volta de moto. Sigo pensando má confiança de.compartilhar o smartphone ali, naquela região um tanto perigosa. Enfim... Atravesso a rua em direção ao meu prédio.
Cruzo um doidão, na esquina: "vai na fé"  sinal de joinha, "vai na fé" para cada um dos passantes. Sorrio da pluralidade. Cheguei. Queria compartilhar o tanto de coisas em pouco quarteirões. Qual será a próxima.

02 outubro, 2014

Imagens da semana...

Fig1- aula de análise do comportamento

Fig. 2 - onde esta a sua e a minha (quase) preocupação.

Fig. 3 a eu, por mim.


27 setembro, 2014

Eu, você, dialética, variáveis e organização das ideias

(Este post está em construção, leia por conta e risco, amanhã ele pode ser outro.)

Editado: 8/10/2014

Quem acompanha o blog, e eu, sabe que embora a pesquisa do mestrado esteja meio parada ela não saiu da minha cabeça. Também sabe, ou deveria saber, o quanto é complicado explicar as nuances de determinadas visões para mim. E também do quanto eu acabo desistindo, me frustrando até, em tentar explicar algo que é tão abstrato ainda

Relendo o parágrafo anterior chego ao antagonismo/contradição de que ficará abstrato, pois o abstrato, quando explicado deixa de sê-lo e é tão desgastante o exercício de fazê-lo, parece interminável; e não, necessariamente é viável ou necessário, vou tentar explicar.

É tão difícil sentir/ver a semelhança, quanto mais explicá-la ou adaptá-la. Se é necessário, ou não, dependerá do fim desejado, do todo esperado, não das partes.

Por que a minha agonia é mais significativa que a sua? Se ainda não consegui construir a minha a ponto de verbalizá-la(?), penso. Desse ponto de vista, dar atenção a sua, que já está pronta, é, muito mais prático e inteligente. 

É muito mais formal, padrão, "fácil"; pois somos todos "formados" para ver e tratar as coisas assim. Somos ensinados desde o começo (quando nascemos) a pensar de uma determinada maneira (pois nossos pais, professores, mestres assim o fazem). 

Seguimos um roteiro, inconsciente, mórfico, dadas as caracteristicas pessoais, mas ainda sim, formado dia após dia a partir de um processo estruturado.

Tratar um problema que existe frente a um em construção... 

E, na releitura, novamente, acredito que o parágrafo anterior tem um problemas lógico, mas vou ignorar minha dúvida para avançar; mas que fique registrado: se o problema está em construção (abstrato), ele existe ou não ao ponto/para ser tratado? 

Racionalmente e socialmente, agrupo, revejo, explico, revisito, largo, pego, analiso, separo, agrupo novamente e assim, passo-a-passo, tento, aos poucos, formatar a ideia (literalmente damos forma, padrão, ao conceito). Mas isso me incomoda, pois temos que ficar dividindo em partes e acabamos por despriorizar o todo.

Mas sempre parece que é minha a responsabilidade de resolver um problema que é tão incomodo para mim, em mim. Compartilhá-lo, como agora, é atirar uma garrafa ao mar, talvez alguém encontre e esteja disposto a dedicar tempo nesse resgate, mas quando chegar, o naufrago estará vivo ou ja terá sido resgatado? 

O tempo é continuo, ele é a única constante. O todo, inclusive sua transformação, ao longo do tempo  deve ser considerado, de modo que se quisermos dar forma, não daremos, ou não devemos, se quiser tratar TODO o problema.

Soa arrogante, mas não o é. Já compartilhei, compartilho tanto que estou escrevendo no blog, mas é doloroso, difícil; entretanto,  tenho me surpreendido com as filtragens, descubro outras coisas, e espero que entendam que não é, mesmo sendo, pessoal. É individual, e por um defeito meu, conseguir compartilhar algo tão "etéreo" parece-me até bobo demais diante de outras angústias.

Enfim, há poucos dias, descobri que essas contradições, que tento explicar são vistas por um método: a dialética.

Há uma parte enfadonha, ao meu ver já aviso, já que o seu principal diletante era Marx, de modo que toda conversa a respeito do assunto acaba indo para capital, economia, classes, etc. 

É enfadonho/chato, por que não é ali que está meu foco, faz parte, mas não é uma parte tão essencial do que vejo, pelo menos não é essencial para mim, neste momento. E não faz sentido prestar atenção nisso. Embora, seja uma constante para a minha forma.

Camos tentar explicar:

Não pelo fato de ser apolítico ou por ser desimportante ou ainda qualquer outro argumento que queira inviabilizar a pesquisa/preocupação de Marx e seus seguidores, apenas, dentro do tudo, não é aquilo que enxergo como essencial ao MEU problema. Então "como isolá-lo? Não sei, de modo, que o ignoro, e, ele fica em suspensão, até que seja necessário.

Tá em ebolição, afetará esta parte, tem grande importância ao todo, principalmente por que vejo a mim e a tecnologias e pessoas, mas é um problema quase que paralelo. Que não pode merecer atenção, embora, afete diretamente o texto, o contexto e a mim (sou uma pessoa, ainda).

Por que afeta e por que deve ser colocado a parte?

Afeta pois: eu, Raul, estou contido na sociedade atual, capitalista, do ano de 2014; e, necessito pois ganhar dinheiro, comer, viver para escrever em um computador que consome energia, que é um serviço pago, e o computador, também é pago, e a internet, também o é.; assim como a comida, a casa, O TEMPO que gasto para tentar resolver um problema não construido e abstrato. Ufa.

TODO ESSE PEDAÇO, notem a contradição "pedaço do todo" faz parte do contexto lido e formatado por Marx. Assim, por que devo colocar em suspensão/ignorá-lo se ele afeta diretamente a pesquisa. Porque não fui/fomos ensinados de outro jeito. E "não quero" falar disso. 

Essas afirmações, são horríveis e é tão complicado afirmar algo, que não fui a fundo (muito mais fundo) para saber, enfim, em aparência e momento, a aplicação da dialética ao nosso "cara" parece que não deixa o assunto observar outros pontos. Mas dialética é legal. Pelo menos o ambiente que trata, até onde li, o é.

Explicações pessoais à parte, o que quero deixar claro/esclarecer é o ponto de vista máximo: de todo o percurso, DO TODO, é inviável a uma única pessoal avaliar tudo. Pois, ela é um pedaço do todo. 

Caimos no problemas de filtro, e onde acredito que a tecnologia nascente, digo nascente num contexto maior que muitos anos, de BigData poderá fechar algumas lacunas de visão mais ampla. Já que armazena e trata informaçoes mais rapidamente e em quantidade significamente maior.

Mas não quero me enganar, também não visitei a fundo o uso e aplicacões desse conjunto de tecnologias. Quando me refiro a BigData, penso que é uma ferramenta, que será capaz de suprimir buracos nessa linha de raciocínio. 

Mas para isso, ela deveria deixar de seguir os processos formais e trabalhar, talvez, semanticamente?

Mas/Pois os constrastes e paradoxos lógicos que existem no desenvolvimento da nossa tecnologia atualmente usados, para esclarecer esses mesmos peoblemas, se visto sob a otica formal, nao faz sentido, mas pelo que li da dialetica, faz todo o sentido do mundo. Pois eles fazem parte da mesma moeda, eles são o conjunto que formam o contexto.

Tentemos, por partes, arrumar as ideias em ebolição.

Em várias conversas usei o exemplo da elipse da minha vida, da mola que me faz agonizar toda vez que parece que voltei ao mesmo ponto, ou parece que voltei duas casas, antes de continuar. Onde parei, olho e penso: onde estou errando? Por que as coisas ficam voltando, mas não voltam iguais, não são as mesmas. Eu não sou o mesmo e agora, além de tudo, sou mais medroso resistente, tenho menos tempo, menos impetuosidade e começo a questionar mais. Também sou mais experiente, sei de mais coisas, sou mais independente, tenho mais recursos do que tinha com 15 anos, tenho mais e tenho menos. Eu mudei. Não estou no mesmo lugar.

E isso, não sou EU. Sou EU, é você, somos nós em infinitas elipses.

 A esfera alí, sou eu, é você. Os ciclos, são comuns a todos nós que estamos próximos num todo. Que sobe e desce..

 Mas visto de cima, parece quase a mesma coisa, se a esfera estiver no "mesmo lugar", dependendo do ponto de vista, ela não se moveu, mas a elipse, pode tê-la feita ir para cima ou para baixo, pois o tempo é um continuo.

Repara: a linha vermelha de ascendência ou descendência não está em todas as linhas da elipse.


Enfim, essa era uma tentativa de ilustrar essa ideia de idas e vindas, em evolução temporal. Mas olha que bacana, o trecho que veio na aula:


Vamos dar um zoom nessa tinha tempo e indivíduo para ver onde as coisas caminham juntas, colidem ou se afastam.


Isso posto, vamos transformar o individuo em círculos. 


Adiantando uma pergunta que está me incomodando e não sei onde colocá-la no texto: qual a aplicação prática disso? Qual a pergunta que quero responder? 

No caminho até aqui pensei: é nesse contexto que podemos explicar angústias e metas gerais. Demonstrar que embora o crescimento geral de um esquema individual, ele o é no mais puro da palavra, individual. E como, conciliar isso ao contexto de coletividade? É certo, dedicar esforço a uma media, quando se observa o futuro 

8/10 - Devemos considerar que a linha tempo/indivíduo é fluida como um jato dagua. Com a força tendendo a queda na característica e dinâmica atmosférica ou, da inexistência dessas tração gravitacional reta ou levitacional. 

Considerando que cada inferência é uma variável que interfere de algum modo nessa linha fluidica. Seja pelo acréscimo ou decréscimo de força, potência, resistência ou o que quer que seja nosso poder é somente aquele de interferir no seu caminho.

23 setembro, 2014

5 ou mais motivos que minha campanha de email marketing não converte. E-mail marketing funciona?

Entra ano e sai ano me perguntam: qual o motivo que minha campanha de email marketing não dá certo? A resposta é: não sei, preciso analisar caso a caso. 
Parece resposta de consultor mas não é. 
Tanto não, que darei as pistas neste post para uma auto análise, e se  - veja bem SE - um dos pontos for identificado mude. Não adianta identificar e não melhorar. Também não adianta fazer meia boca, faça metade, corrija essa metade e parta para outra. Meio job é diferente de job meia boca. 
Tenha em mente que tudo é trabalhoso, tudo é conflitante. 
Estamos em uma época onde a quantidade de opções e informações é tão grande, que se alguém te dá a receita pronta, por um preço módico, desconfie. Provavelmente esse alguém só quer lucrar a suas custas. :-P
Enfim, vamos aos pontos:

Base de emails

1) Verifique sua base de emails SEMPRE. Qual foi a ultima vez que você prestou atenção nisso? Quantas vezes você se dispos a olhar de perto os domínios que você atinge, quantas vezes você observou a fundo as mensagens de retorno. Enfim...

2) Comprei minha base de emails, tá tudo certo. Errado. Se você comprou uma base ela não é focada. Ah! Mas eu segmentei com a empresa que me forneceu! Você comprou 2 toneladas de areia para encher um vaso de formiga. Foco. Sua base será construida com o tempo. Volte ao item 1.

Arte

3) Minha arte não converte! - essa é dolorosa, teste. Use as ferramentas a sua mao. Você tem como: testar foco de atenção, fugir da opinião do chefe ou ouvir o pessoal do comercial que tá na ponta com o cliente. Teste. Você ta colocando um problema sobre o outro, se seu email nao ta bom e se sua base é zoada. Segmente. Teste. Contrate um designer e não o seu sobrinho! 

Código

4) Chamei o Francinildo. Ele é um pouta peogramador. Ok? Ele é frontend ou backend? Ele sabe os formatos? Ele sabe as regras de código? Ou é daquele que pede uma imagem para linkar? Só pra você saber, se o seu grande publico é gmail, o html será lido de um jeito. Se é outlook de outro. Veja o item 1 e o 3. Depois arrume alguem que "programe" seus emails.

Texto

5) Você está se comunicando ou está apenas seguindo o script dos um milhão de cartilhas que existem na web de "como obter sucesso na conversão de email marketing?" 

Você está sempre com pressa para disparar a campanha e nem reparou que o texto atende a você e não a seu cliente!

Você ja sabe qual será o assunto do email ou vai seguir as receitas da web? Personalização, sabe, isso ajuda muito. Mas você, antes de personalizar precisa saber para quem está personalizando.

Então... Acho que temos 4 pontos bons para você começar a investigação. Tenha em mente ainda. Cultura do seu país, estado e cidade. Tem muita gente que gosta de ler por ai #sqn. Tem muita gente que ama email de paixão #sqn. Você envia email para quem não quer receber. Você desconhece seu público. Você desconhece o público da sua base! As estatisticas que seu gestor está usando serve mais para proteger a ele do que seu negócio! Percentual é muito bom para uma visão macro. Mas 1% é bem difente de 100 e de 1 milhão.

Pense nisso. Depois, se quiser. To disponível no mercado e você ta ai sofrendo. ;-)

 

21 setembro, 2014

Auto Ajude-se: seja você, distâncias e siga mexendo...

O segredo não é ser isso ou aquilo.
Seja você.
Respeite a opinião dos outros e analise o motivo dessa opinião.
Lembre-se: somos todos um amontoado de idéias, desejos, crenças e histórias (inclusive saudades e boas recordações).
Tente decidir se quer caminhar junto ou separado.
Tudo tem um lado bom e um ruim.
Isso é ser humano e viver.
Juntos é mais fácil em alguns momentos; dividir o peso do mundo, ter alguém para conversar e compartilhar, etc. Mas será preciso sincronizar as passadas, entender o cansaço do outro, dividir o suor, puxar e as vezes segurar, mas o mesmo valerá para você que será puxado, empurrado, abraçado e compartilhará o suor da mão que segura.
Separado é mais rápido, você encontrará semelhantes. Saltarão até mesmo próximos uns dos outros. Mas se cair, estará sozinho. Talvez algum outro que venha no caminho o auxilie, talvez, é mais solitário, quase mais silencioso se você ignorar aqueles que avançam e o ultrapassam.
Estou tentando encontrar outras vantagens do separado: alguns talvez digam - você será capaz de fazer aquilo que deseja. Será invejado da sua capacidade de saltar mais rápido e as vezes mais longe.
Nenhum dos dois motivos chegam a me parecer muito bons a longo prazo.

Relendo esse texto me ocorreu: vemos melhor, na maioria das vezes, o que está distante. Temos uma visão holística, afastada. Indolor. Nesse ponto acabamos por perceber melhor as vantagens.

Mas para saber, temos que ir. Adentrar no lugar que vimos. Perceber as dificuldades, mudar a sintonia. In loco, é quando vemos o mais difícil.

Veja um chão de brasas a noite. De longe: quase um chão de estrelas. Vá até ele, só a proximidade já esquenta. Qual foi i motivo da sua criação ou a destruição que ele causa?

Mas retomando: seja você, buscando aprender, compreender no sentido mais puro da palavra.

Não serão rótulos, nomes, outrem que dirá a você qual é o melhor caminho a seguir: outro vê de longe o caminho alaranjado que brilha no escuro. Você, só você sabe a dor que ele causará. Esse caminho é o único?

Calce ou construa a ferramenta necessária para percorrê-lo. Você é um ser pensante. Pode demorar um pouco até conseguir o que precisa, mas ficar parado esperando, o fará perder sua vida estagnado.

Água parada fede. Evapora e deixa de existir aos poucos. A não ser que algo, a movimente.

Perceba, que novamente não estou dizendo que é rápido ou fácil. Estou dizendo, que ao menos caminhar e mexer-se de um lado para outro, talvez você consiga erodir o chão debaixo dos seus pés. "Jenios" dirão: será mínima a erosão, superficial. Ano após ano. Geração após geração. Tornar-se-a um Canion.

Não me serve! Quero para ontem! Então mexa-se. Salte mesmo inseguro. Você vai morrer de um jeito ou de outro. Faça alguma coisa!

Para quem é esse texto? Para quem servir. O texto chega no momento propricio onde você está apto a entende-lo.

Você segue isso? Sinceramente não sei. É mais difícil ver sob as plantas dos próprios pés sem cair se você está sozinho.

17 setembro, 2014

Refencias para nao perder: transcendencia, vigostky e paradoxo fermi

Preciso escrever! Preciso anotar! São tantas referencias, tantos caminhos que apontam para uma direção de incongruencias humanas que só escrevendo para ajustar as ideias.

Primeiro referências:

http://portugues.christianpost.com/news/stephen-hawking-alerta-dos-riscos-da-inteligencia-artificial-ao-abordar-novo-filme-de-johnny-depp-19455/

http://algunsfilmes.blogspot.com.br/2014/07/transcendencia-revolucao.html

http://m.gizmodo.uol.com.br/paradoxo-fermi/

Aliás, esse do Gizmodo Brasil não quero perder nunca. Paradoxos, seres humanos, alienígenas...

Vigotsky, onde ele estava escondido?! Quero ler muito...
http://www.josesilveira.com/artigos/vygotsky.pdf

Enfim... Vou dormir, reageupar meu codigo e desfragmentar minhas ideias, depois eu volto...


26 julho, 2014

Romance em Doze Linhas - Poderia ser a história da vida amorosa também...

Hoje no facebook postaram esse poema, de doze linhas, que descreve como as coisas andam. Parece pequeno, pareceu imenso para mim e resolvi guardá-lo por aqui. Se souberem o autor, postem no comentário.


19 julho, 2014

Previsões

Engraçado como titular por "previsões" me remeteu a estoque, guardar para um futuro próximo, uma visão quase apocalíptica e complementar em destino daquilo que resolvi escrever hoje. Nem era essa ideia, mesmo porque me parece que graça a prazos de validade, capitalismo desenfreado de comprar e comprar, gastar adoidadamente por supérfluos e um conforto mínimo, estoque seja uma ideia tão despropiciada de argumentos válidos e fatídicos, pelo menos aos meus conhecimentos, que a mim, soa muito estranho.

Numa era apocalíptica de guerras, fome, sede: como você manteria um estoque de sobrevivência sem armas e com tudo tendo validade? No mínimo seria um abrigo sustentável, que produziria seu abastecimento, mas e a água? Como tornar a água sustentável se não existente "novos" mananciais e quando falo isso, não estou me referindo aos inacessíveis, estou falando de novos mesmo, surgidos "do nada". Chuvas? Ácidas. Difícil.

Do meu quarto andar, que é sétimo, no centro da metrópole, com o ipad na mão. Se eu não for abastecido, ou não tiver dinheiro, não sei como obter água em uma situação crítica. Retirar de cactos via Uma série, mas não há cactos na região. Exagero? Sim. Estou indo a extremos... Mas é possivel, é um caminho. Mas como disse, estou fugindo devido ao titulo com conotação dupla. E me empolguei com outro assunto para variar.

Mas eu sei: Não, não consigo nem imaginar. Como em uma Era como a de hoje, olhando apenas pelo lado positivista: conforto sobre conforto de uma metrópole e do meu sofá (que nem tenho) e um garrafa d'água mineral ao lado eu seria, eu poderia mudar alguma coisa?

Essa dúvida me incomoda tanto, tanto. O que realmente poderia ser feito para mudar o rumo catastrófico, que me parece em quase todas as analises e filosofismos que tento, de um jeito real? Tudo parece-me maquiado para obter sua própria sobrevivência.

Motivo da minha indagação? Vários. São Paulo sem água, notícia de um supermercado que anuncia a venda dos legumes despadronizados mais baratos como se estivesse fazendo um bem a fome do planeta. A mídia que compra batalhas antagonicas em época de eleição de políticos, que na sua grande maioria, me parecem fantoches preocupados em ser belos por fora e sem objetivo claro e concreto. Vendemos imagem, mas o que está debaixo das cascas?

Minhas previsões, ao estilo finada mãe Dinah, para os próximos anos.

Seremos todos ainda mais egoístas. Nós e a próxima geração. A próxima, talvez, pense societariamente.

Corrompimento dos grupos. Esse ainda vai demorar. A reestruturação de sindicatos para aquilo que eles foram criados e, uma pena, eles dependem da mudança do conceito das pessoas.

Desespero pelo seu lugar ao sol ou submissão geral. Dai o cataclisma.

Vou parar por aqui, caso contrario ficarei deprimido. Então qual a solução? Não sei. Penso muito no desapego, na entrega, na fé, no trabalho mas todos esses sucumbem ao fato da necessidade e sobrevivência. Na entrega completa que, ao menos eu, não sou capaz sem amor. E quando falo de amor, consequentemente penso em renuncia ao ego, a entrega ao próximo em busca do equilíbrio ao que se quer e ao que se conquista.

Você ama? Você não ofusca, você se preocupa, mas deixa ir mesmo que sangre em cacos sua alma. E então, vejo as mesquinharias, os egos, os desejos que sobrepõe tudo isso. A não entrega, a paixão. Amar, ao meu ver é apostar tão alto que ao se quebrar a banca você estará nú (figurativamente) diante dos seus inimigos. Estará entregue e despedaçado. Pronto para dar sua vida pelo seu erro, como conviver com isso?

Quando leio sobre "idolos" que mudaram o mundo, leio sobre essa entrega. Mas não os conheci, seriam eles pessoas comuns ou eram predestinados que colocavam o outro em primeiro lugar ou eram egoistas tambem?

Toda vez que penso em mudar o mundo, penso que eu deveria mudar primeiro. O problema disso é para quê e por quê?

Vou lá fazer café e pensar um pouco mais...




09 junho, 2014

Formulários de Promoção na Web – Marketing o que você deve ou não fazer, embora muita gente aceite… ou faça um hotsite assim…

 

O peso da evolução é que ela (a evolução) não é necessariamente benéfica ou útil, além disso acarreta SEMPRE em algumas mudanças de hábito e quebras de paradigmas de tempos em tempos.

http://manualdapilhaerrada.files.wordpress.com/2013/04/atraves-do-tempos_evolucao_web2.jpg

O que não quer dizer que toda evolução é ruim, há coisas que você aprende e melhora e coisas que você entende e descarta. Para todas as pessoas esse tempo de discernimento é diferente, mas é preciso, então fique esperto.

Na web não é diferente, aliás principalmente na web que tudo é rápido, evolutivo, novo e que tem muita gente fazendo muitas coisas e muitas coisas diferentes: com preços e valores diferentes, com pesos e medidas diferentes, com conceitos e entendimentos e necessidades diferentes – só essas variáveis já deixam qualquer um louco e, quando seu salário e o prazo da entrega está apertado, melhor não pensar, certo? Errado!

Prudência e dinheiro no bolso, canja de galinha não faz mal a ninguém! – Diga lá àlegria do Sr. Jorge Ben.

Costumo pegar no pé de sites que gosto e que eu uso, e tentar explicar coisas que cobro, na maioria das vezes para mostrar ou ensinar, aliás, são alguns anos estudando para chegar a essas “ideias” e o escolhido do estudo de como melhoraria do hotsite da promoção hoje é o Sonda.

Vamos esclarecer uma coisa inicialmente: o site está feito, não sei do prazo que eles tinham, não sei da qualidade ou da experiência da equipe técnica, não sei se o gerente, dono, chefe, superior imediato, designer, etc. é um fdp de marca maior arrogante que acha que sabe tudo ou não… só sei o que EU e o time que estivesse comigo não faríamos, então, vamos lá!

Hoje as pessoas acessam sua página através da web e de dispositivos mobile além de estarem sempre apressadas. Vamos ver como está feita a mecânica da promoção?

Tudo começa com você efetuando sua compra. Em seguida você é orientado a utilizar o cupom gerado no caixa, para cadastrar no site e concorrer a prêmios, tudo ai, tranquilo, não li o flyer todo, mas ok.. meu papo é web, então vamos lá…

DSC_0457

Você digita: www.sonda.com.br e acessa o site:

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OK, tudo lindo até aqui, fácil de achar onde clicar para inserir o cupom, bem visível, embora eu tenha achado feia a montagem do 2 TVS de 70’’ GIGANTES que parece que foi feito com o Paint, mas enfim…

Então eu clico sobre o call to action (botão") “Clique e cadastre seu Cupom”.

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Pronto, já começou a sobrar cliques, o botão não era para cadastrar o cupom? Por que eu fui parar no hotsite com outros dois botões?

Uma das coisas que você precisa pensar na hora de desenvolver seu site é a consistência da informação, clique e cadastre seu cupom não é “ir para o hotsite da promoção”. Ah, mas você está sendo crítico Raul, sim, estou. Mas como não quero procurar “pelo em ovo”, farei vista grossa e vou “Cadastrar meu cupom”.

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Vamos lá: qual a porcentagem de novos cadastros versus cadastrar outros cupons teremos em uma promoção? A mim, parece bastante óbvio que se é uma promoção de grande escala, o número de pessoas cadastradas será maior de pessoas que voltaram para cadastrar outros cupons.

O foco está no Recadastro. Erro 1.

Pensando ainda no objetivo da campanha: coletar informações dos clientes – vamos facilitar o novo cadastro ou em quem volta? OK. Suposições, mas ai, já sou cliente do site, mas comprei no caixa. Digito meu usuário e senha do site, e: não funciona.

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Como deu erro, leio a informação do hotsite – não, não me cadastrei na promoção, me cadastrei no site, mas ainda assim, para as pessoas comuns não seria tudo um ÚNICO cadastro no Sonda? Tá, vamos ser coniventes com os problemas de TI e priorização de trabalho de marketing versus os prazos apertados para fazer a promoção… entendi.

Vamos lá, vou me cadastrar: Não tenho cadastro, clique aqui! o LINK só na palavra aqui!. Vamos minimizar os cliques para priorizar o “SEO”, ham? Sim, se esse foi o argumento, deveria soar um bipe.. nem um nem outro! Mas tá, ignoramos e vamos ao FORMULÁRIO de cadastro que é o objetivo deste post e que chega a dar calafrios neste que vos escreve.

Fiz alguns blocos em vermelho e verde para demonstrar o que está ruim e o que está bom:

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Primeiro acerto: Usar a opção de seleção única um sobre o outro. Eu acho que na verdade o programador apenas fez sem pensar usando o framework, mas se fez, acerto, é essencial que esse tipo de controle no formulário seja um sobre o outro, no sentido da leitura. Ponto! E o único…

Vamos ao que poderia ser melhorado, para melhorar inclusive, a imagem da equipe do Sonda que sinceramente poderia ser um case de sucesso se recebesse um bom investimento pois é um ótimo serviço.

Primeiro ponto: com a popularização dos módulos de consulta de CEP obrigar o cliente a preencher todo o endereço está alguns anos defasado! Poderia inverter a ordem e a exibição dos campos: UF/Estado – Lista das Cidades do Estado automática? OK, CEP, busca CEP e preenche o endereço. Complemento final e único campo a digitar. Poderia inclusive ir mostrando apenas os campos necessários durante a digitação ao invés de colocar todos os campos de primeira. Mas para que né? Lá nos anos 90 era feito assim no MS FrontEnd. :-O

Agora o bloco telefone: me explica, pq o que não é obrigatório vem antes do que é obrigatório? Lógica – não há né?

Ai desanda. Sou obrigado a conhecer o bairro da Loja que comprei! Poxa vida, você não vai me obrigar a digitar o CUPOM? pq não relaciona onde esse cupom está com essa informação. Por que eu, cliente, inocente tenho que “pagar” essa informação.

Ah! mas você é preguiçoso! Sim! Eu sou! Não quero perder tempo! Quero agilidade no preenchimento, quero que vocês trabalhem o interesse é mais de vocês do que meu, qual o motivo de vocês terem criado a campanha?

Além disso, eu fui olhar no cupom fiscal para saber qual era a loja e não há informação, então tive que ler, opção por opção, para descobrir uma informação que é TOTALMENTE de responsabilidade de quem trabalha ai!

UFA! e fecha com chave de ouro, o select do aceito receber novidades e promoções via “email” e SMS já vem clicado! Só isso já é péssimo! Ai não me dão opção! Não quero receber SMS mas quero receber E-mail! (aliás, a grafia correta é essa, com hífen) mas isso pode ser a vontade, muita gente já escreve junto e a linguagem é viva! Mas vocês não querem mesmo que eu dê optin para AMBOS!

OK… respirei.

Depois preenchi o formulário, cadastrei o cupom e deu erro! Umas três vezes, estava desistindo e fui checar o meu cupom e ele já estava cadastrado! OK. Nem vou comentar, pode ser um problema comigo…

Mas tá lá. Me cadastrei. O cupom tá valido e o post tá concluído.

Então a promoção é legal, o objetivo é útil, mas por favor desenvolvedores e gestores. Pensem que facilitar para seu cliente é muito melhor que complicar. Não basta por um site no ar, você deve pensar o seu site, deve observar o que pode facilitar, o que pode excluir! O que pode contribuir usando as tecnologias que você já tem a disposição.

Espero que alguém leia. Se ler, deixe seu comentário ou um OI. É muito deprê saber que você acessa o blog, lê um texto imenso e nem fala, oi, estive aqui. Quero saber quem são meus leitores!

até a próxima.

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