31 janeiro, 2016

Postagens do Flog

Há momentos, há palavras?

Há momentos em que as palavras fogem
Desaparecem simplesmente no ar
Há tanto a falar e tão poucas palavras
Que desalento, tento, mas há só o calar.
Há momentos que os pensamentos explodem
Rebentam como as ondas no mar
Há tantos fragmentos e cacos
Que me perco, tento, fazê-los colar.
Há momentos que as lágrimas desobedecem
Empalidecem meu semblante sem par
Há tanto para chorar e tão pouco alento
Que suspiro, tento, em vão fazê-las secar.
Há momentos que a dor é tanta
Que as palavras fogem...

Poema: Raul - 29/30 set de 2008 5AM
Image: Words by ~Shimp



Mantilha de Espectro

Sou um espectro de mim
Um avejão doente a procura dum caminho
Abantesma com corretes
Cativo transposto de carne, osso e alma.
Não sei o que queres tu de mim
Adágio incoerente estagnado internamente
Lutando contra a corrente que teima encadear em mim
Vaga o sorriso que um dia foi meu, Sonhos passados Quixotescos
Tão presentes, dantescos.
Vaga a lembrança das tentativas vãs.
Sinto falta do cheiro que o nariz já não sente
sinto falta, descontente, capenga
a esqueda num pedido brusco, que é uma beleza!
eu nunca vi assim... tão perto e tão aparente.
Você vem e vai e manda vir
Sua corrente não deixa escapulir
é madeira que não dá cupim!
De lei, mas o que queres tu de mim?
Sacode céu , treme terra
vibra tudo o que há abarcado...
melhor não se meter com faca de dois gumes
não convém brincar!

Raul - 10/03/2008



Historia da Criação do Tinta Rubra

Tinteiros... estranho o título né?

AHAHA.. pois é.. essa foto é uma relíquia, os tinteiros reunidos.. :P para quem não entendeu senta que lá vem história:

em 25 de Agosto de 2000, este que aqui vos escreve, para variar quase no mesmo horário tinha uma discussão com o senhor de vermelho ali ao lado na foto sobre um grupo que seria criado. O senhor da foto, Adriano Siqueira, conseguiu guardar o histórico daquele dia:

DEUS_NOiTE 25/8/200 01:49 me diz uma coisa.. qual o nome que c acha legal
para o grupo de contos?

Lord Dri 25/8/200 01:51 boa essa.. :)
espera...
bom... vampire-stories

DEUS_NOiTE 25/8/200 01:51 hum prefiro alguma coisa menos popular.. menos
comum..

Lord Dri 25/8/200 01:53 ok eu penso em algo...
write-vamp...

DEUS_NOiTE 25/8/200 01:54 os grupos que já existem sao:
Vampirevich - filha de vampiro em eslavo filha
da tradiçao vampirica atual.
Anne Rice BR - familia Annerice
PsyVampyr - Vampirismo energético..

Entraria embaixo.


Lord Dri 25/8/200 01:57 vampstories
literavamp
vampitura
vampiroscontam


DEUS_NOiTE 25/8/200 01:57 Solte sua imaginação, mergulhe no beijo negro e
na vida eterna sem medo. Passe a contar a sua
história, os seus segredos, os seus desejos. A
líbido liberada no beijo ardente de sangue do
Vampiro... a busca.. a força... Escreva e seja
bem vindo ao Grupo de Contos do Mundo Vampyr.

descrição, q c acha?

Lord Dri 25/8/200 01:58 descriçao maravilhosa... :)

DEUS_NOiTE 25/8/200 01:58 precisamos achar o nome do grupo...

bloodstories@egroups.com eu pensei... mas fica
muito americanizado..

Lord Dri 25/8/200 02:00 é mesmo...
escritocomsangue...
canetadesangue
diariodumvamp

DEUS_NOiTE 25/8/200 02:01 tintarubra ?

sinonimo disso...

Lord Dri 25/8/200 02:02 é... parece legal..
tintarubra@egroups.. :)


DEUS_NOiTE 25/8/200 02:02 tintarubra@egroups.com lembra o que?

Lord Dri 25/8/200 02:03 lembra
saraiva :)


DEUS_NOiTE 25/8/200 02:03 é.. vai ser legal.. :)

DEUS_NOiTE 25/8/200 02:03 lembra saraiva?

Lord Dri 25/8/200 02:04 sim.. pior que lembra.. :)
estou pensando mas tintarubra parece o mais
ideal... :)


Lord Dri 25/8/200 02:14 tintarubra.. :)


DEUS_NOiTE 25/8/200 02:15 é.. to acahando que vai icar tintarubra
mesmo

Lord Dri 25/8/200 02:16 é o melhor que a gente conseguiu.. ;)

DEUS_NOiTE 25/8/200 02:17 tenho algumas em latim..

tempus et virtus = coragem do tempo

Lord Dri 25/8/200 02:17 hahaha
nao da
tintarubra ainda é melhor...

:)

DEUS_NOiTE 25/8/200 02:18 é.. fiquemos com o tintarubra

Lord Dri 25/8/200 02:18 legal.. :)
gostei desse :)

DEUS_NOiTE 25/8/200 02:19 certo.. hehehe.. qual categorai se enquadra
contos? literatura?

Lord Dri 25/8/200 02:19 contos, literatura, e historias.. :)

Pronto... foi fundada a Tinta Rubra. A lista cresceu, desenrolou, criou perninhas, caminhou e hoje é um dos lugares da internet que você encontra vários autores de livros acerca de vampiros. O tempo passa. São 8 anos já só de lista... é.. mas valeu a pena.

Na foto histórica, os fundadores, primeiros moderadores no lançamento de mais um livro que já comentei no post anterior. Sinto orgulho por isso... coisas que fizemos no verão passado.. ;-)




ligado 12 fevereiro 2008


Amor dos Arcanos

credito do artista: http://decima.deviantart.com/art/tarot-cards-63357597

Eu tenho esse desejo:
Louco. Tanto que me perco
Em pensamentos sentidos, sofridos.
Calado gritante. Em atos que transformam fatos.
Contrastados, afastados.
Em um oito ou oitenta, sem certeza de nada.
Mas que começa.
Se empertiga.
Se atormenta.
Como um Mago iniciado num problema insolúvel
Que sem saber, sabendo. Querendo,
Mesmo sem poder. O tendo.
Não o querendo. O quer.
Que dá seu primeiro passo.
Numa resolução irresoluta.
Num caminho qualquer.

Tenho medo.
Medo de você e de mim.
Medo de tentar de novo neste ciclo sem fim.
De dor, amor, prazer, pudor, calor e novamente dor.
De fazer uma loucura, como Joana das lendas romanas
A papisa de um dom, que com força.
Caminhando entre todos, sem ser percebida. Está lá.
Que dita o caminho de um crescimento.
Que machuca. Que dói.
Que alicerça essa dor no fundo d’alma.
Escondida, enclausurada em seu próprio pesar.
Num sorriso de Monaliza, imprecisa.
Como quando olho tua foto
Sem saber o que fazer.

Quer fazer uma loucura? Eu faria.
Fazer-te-ia juras de amor eterno.
Sabendo que o eterno não dura.
Desgasta-se. Transforma-se. E mata.
Mata em mim qualquer coragem,
De esperança, de um sorriso e de uma certeza.
De esperteza. Que me aprisiona.
Num abandono auto-imposto.
Pois sou cúmplice nesse crime e castigo não planejado.

Eu sucumbiria ao teu poder ó imperatriz soberana
Como um súdito leal. Porém desconfiado. Auto-preservado.
Punindo e infligindo a teu legado. A mim mesmo.
Que agora é todo dor. Pesar.
Com tua ausência tão presente.
Carente. Mesmo sorridente. Sem saber qual caminho pegar.
Perdido. Pois você faz, fez e fará parte mim.

Sou e fui um Imperador soberano. Forte e Fraco.
Mas que exerce seu poder. Num eterno ciclo sem fim.
Com incertezas tão certas. Que parecem ignóbeis diante do teu esplendor.
Com sorridos. Impropérios. Dá a sua sinceridade obliqua.
E ao teu olhar de Capitu. Com conquistas verdadeiras.
Que se desfazem no ar.
Se espalham como cinzas
De um corpo cremado sem alma a ressuscitar.

Cretino como qualquer homem.
Plácido e límpido como um folha em branco.
Riscada, rasgada.
Que se perde diante de um amor.
E vai com o vento, sem mais nada a perder além da razão.
Nesse amor passageiro, cheio de suspeitas.
Concretas. Certas e Passadas.
Que não importam mais em nada.
Sendo e querendo ser teu. Aliás,
Sou teu, um ateu em busca de respostas.
Que grita pelo teu nome nos teus sonhos.
Que clama aos céus, a terra, ao Papa e a Belzebu.
Que move montanhas, mas que hoje cai
Num triste sonho pesadelo de amor.
De um abismo sem fim,
Rodopiando, tonto.
Perdido no ar.

Como eu gostaria de um amar de novos Enamorados,
Dar-te-ia o que me foi pedido.
Louco pelo calor do teu ventre. Dos teus beijos, abraços quentes,
Da tua cabeça em meu peito. Sorridente. Triste.
Acolhedor.
Aprendi minha lição.
Da união e da dúvida de dois seres, que se completam, sem se anularem.
Que buscam um ao outro na paixão, na compreensão
Na razão inexistente de existir pelo outro, sem outro.
Sem compreender por que tudo ficou para trás.
Tudo se perdeu, deixou de existir.

Como num carro de uma montanha russa
Que sobe e desce, gira, diverte, amedronta.
Com altos e baixos, coisas da vida.
Seguindo reto pelo caminho traçado,
Destinado ao futuro incerto e na direção de nós dois.

Catapum. Ó acidente fatal. Dois para cada lado.
Já estávamos assim.
A justiça divina pesando a balança do amor.
Cataplam. Pende-se para um lado o dissabor.
O amor e a paixão para outro.
E cada um ensimesmado
Trata as fraturas da batida do coração.

Agora sou um Eremita, ansioso pelos teus abraços
Bruto, pelas tuas lágrimas
Cômico pelo teu sorriso
Inabalável em um eterno fracasso.
Sem uma lágrima para derramar mesmo com coração partido.
Carregado. Para ser transplantado em outro homem
Que começa a existir.

Queria chorar no teu colo
Abraçar-te e sentir-me forte de novo
Mas é tudo tão novo. O brilho forte dá luz.
De um parto, partido num dúbio significado.
Na cegueira da escuridão. Sem visão.
No horizonte, só tempestade.
Num giro eterno que a roda da fortuna promete

Céus. Inferno. Anjos. Demônios. Alegrias. Tristezas.
Júbilo. Dor. Ó dor que não se vai.
Estes assaltos de altos e baixos para recompensar essa a dor
Que sempre torna a vir.
Mais forte, mas pungente a cada instante.
Menos aparente, mas tão dilacerante quanto da primeira vez.
É mostrar no esplendor que nem esteve ali.
Éramos dois. Quero ser dois novamente.
Quero recomeçar a girar.
Quero gritar.
Quem é você? A observar. Será que estás acima?
Ou embaixo?
O que fazer?

O poema todo não cabe aqui.... :-/
continua: http://mundovampyr.spaces.live.com/blog/cns!5D46570095BCB829!677.entry



Nos dias 9 a 11 de novembro de 2005 a FEA/USP e a FGV/EAESP realizaram o VIII ENGEMA – Encontro sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente na EBAPE da fundação Getulio Vargas (FVG) no Rio de Janeiro. O ENGEMA reúne pesquisadores, empresários, administradores, ONGs ambientalistas, estudantes e profissionais de diferentes áreas objetivando o intercambio, a divulgação de práticas de gestão ambiental e o estimulo à produção de novos conhecimentos e abordagens administrativas que contribuam para a proteção do meio ambiente e para a melhoria da qualidade de vida. Neste ano, vários trabalhos da UNINOVE marcaram presença, entre eles o artigo sobre Gerenciamento de resíduos tóxicos de lâmpadas fluorescentes dos alunos de administração e marketing – Cristiane A. Conceição, Fernanda O. Prado e Raul de Oliveira sob a orientação das professoras Márcia Michelloti e Maria Tereza Saraiva de Souza. É a Uninove incentivando a pesquisa!"




ligado 20 novembro 2005
ligado 11 dezembro 2007
ligado 10 março 2008

01012009

Direção...

Ir? Ficar!
Rir? Chorar!
Desistir? Tentar!
Lua? Sol!
Origem? Reflexo!
Perdão? Ressentimento!
Erro? Acerto!
Esperar? Seguir!
Parar?Andar!
Luz? Escuridão!
Homem? Mulher!
Par? Impar!
Digitar? Deletar!
Fingir? Ser!
Ter? Querer!
Morte? Vida!
Excesso? Escassez?
Alegria! Tristeza?
Ternura! Dureza?
Expressar! Calar?
Eu! Você?
Cima? Baixo?
Direita? Esquerda?
Amor! Dor ou raiva?
Solidão. É única.

Chuva, rua, risos, sarcasmo, tédio, lembranças, passado o que esteve errado? por que voltar tanto, cada vez mais?

In Yang.






ligado 01 janeiro 20093 Visualizações

Quase 6 meses depois...

Em 11 de agosto (www.fotolog.com/deus_noite/39350459) postei aqui a retomada de um quadro.

Contei que minha primeira tela fora pintada em 1993, ou seja, há 16 anos.

De lá para cá muitas coisas aconteceram – desde a primeira tela foram tantas aventuras e desventuras que eu mesmo não saberia enumerá-las, já que idéias misturam-se com lembranças que se mesclam às realizações que se confundem com sonhos e assim por diante, coisa de aquariano louco perdidos em no futuro, presente e passado. ;-)

Dos últimos seis meses consigo fazer quase uma retrospectiva sucinta graças ao fotolog.

Foram viagens, eventos, muitas noites solitárias (muitas mesmo), amigos vieram, outros ressurgiram, outros ainda perderam esse privilégio, se posso considerar assim (como me diz respeito, sim é um privilégio). Uns meses foram mais agitados, outros nem tanto... Deixei algumas coisas para trás que deveriam ter ficado por lá já há muito tempo.

Eleições, casamentos, início de novos projetos, mais eventos (aliás, como fui a feiras e congressos nestes últimos meses), fim de projetos, meu ‘flog’ completou seis anos de postagens quase diárias, me apaixonei novamente (sim Shi, você é importante “Sol Refletido” e muito importante).

“Enfim, desde que essa crise existencial se instalou em minha cabeça, tenho tentado reencontrar o caminho para sair do labirinto particular que me perdi sem apelar para o álcool ou outra substância qualquer.”

Acredite ou não, essa frase foi escrita há quase seis meses. E digo que muitas horas de terapia, muita conversa e principalmente muita discussão comigo mesmo valeram para terminar esse quadro. (sim, a frase é propositadamente dupla para quadro literal e quadro mental).

Que seja um marco, assim como completar 30 anos. Que seja inicio e fim. Que seja retomada de maneira diferente, com crenças diferentes e com escolhas muito mais concretas.

“Quero descobrir do que eu gosto e dar um término às coisas que não me servem mais. Não tenho mais idade para ficar me afundando em fugas temporárias, nem pique para isso, sequer tempo. Sinceramente, se tentar é bem capaz de não sair mais desse maldito buraco e sinceramente quero encontrar a saída desse labirinto e não me afundar ainda mais.”

Devo dizer que todas as frases que estiverem entre aspas, fazem parte do comentário inicial de 11 de agosto de 2008 que só eu comentei, até este de hoje.

“Para ajudar, ainda existe a insônia, a consciência, a falta de credibilidade própria. Acho mesmo que a definição seria um ser vazio: sem fé, sem sonhos, sem amor, sem tesão para qualquer coisa. Sem horizonte. Sem eu mesmo em mim. Pois é. Outro dia decidi que pintaria a latinha do meu cigarro, depois pintei outra latinha que tinha em casa. E hoje decidi ir a feira da praça da república comprar uma tela.”

Posso afirmar que do que eu queria conseguir, consegui algumas conquistas valiosas, tive que voltar a minha cidade natal até para umas, e venho conquistando outras dia após dia. Infelizmente a insônia – este texto está sendo digitado às 05h06min da madrugada – deve ser algo intrínseco a mim.

Engraçado é que, o texto de seis meses fora escrito em uma madrugada de sábado para domingo, e este é de domingo para segunda. Coincidência pouca é bobagem para os avanços que venho buscando.

“Esse é o resultado inicial. Quem sabe postarei as outras aqui se me der na telha. Mas enfim, onde será que me perdi em mim? (riminha tosca) mas é assim... fui”

Bom, este ainda é o resultado inicial. Como disse uma sábia pessoa, 90 graus a 9 km por hora para cima é bem diferente de 100km por hora na ladeira. Eu mesmo me surpreendo escrevendo um texto deste tamanho para o fotolog que já tem alguns anos que não recebia tanta informação junta.

Quais serão as cenas do próximo capítulo? Não sei. Mas eu vou dormir que quero escrevê-los mais um pouco depois disso, que seja assim, pois como deu para notar uma meta, um foco e um desejo, pouco a pouco vão se tornando real. Duvidas? Foi seis meses para um quadro de 20x30 centímetros ficar pronto... O que esperar de uma vida além do próximo passo nesses caminhos que os guardiões olham, abrem e ajudam a decidir?

Fui...




ligado 02 fevereiro 20096 Visualizações

Poemas - Fotolog

Estou baixando as fotos do fotolog e tem algumas coisas que escrevi e não quero perder.

Mudança no perfil


Comentaram tanto dessa foto que vou posta-la aqui mesmo sabendo que irá estourar pelo tamanho.

Sim, eu rio.
às vezes, quando estou feliz.
Quando não sinto saudade,
quando a solidão não me toma em seus braços,
quando a vida sorri, num lampejo de felicidade
que logo some e traz novamente a realidade.

Sim, eu rio de uma piada.
Para uma moça encantada.
Para um felino manhoso ou um canino espirituoso.
Eu rio de mim mesmo
Rio das tragicomédias diárias
Rio de uma conotação dúbia engraçada
de uma coincidência encantada.

Uma pena que é tão dificil chorar. Rir é mais fácil.
Até mesmo quando quero chorar, eu rio.
Portanto aqueles que não o sabem, saibam.
O riso, nem sempre expressa a mesma coisa.

Há o riso sarcástico
Há riso dramático
Há sorriso, não riso.
Há gargalhadas que somem
Há gargalhadas que voltam.

Como tudo na vida.
Eu rio.
Não choro, infelizmente.






ligado 03 março 2009

24 outubro, 2015

Histórias do Projeto Ouvir e Contar



Hoje resolvi publicar todas as histórias do projeto Ouvir e Contar que já transformei. 
Coloquei no outro blog - não quero mudar a cor deste e sei que é ruim de ler aqui. 
Lá tá no branco, tem vários formatos, aproveite. 


Quer saber um pouco mais do que é o Ouvir e Contar? 

O Projeto Ouvir e Contar Histórias é um projeto em parceria (normalmente) entre o Instituto Historia Viva e o Instituto Velho Amigo, onde nós voluntários, vamos ao Lar dos Idosos e ouvimos suas histórias.

Conversamos e damos o nosso tempo e atenção integral para OUVIR cada um daqueles que conversamos. Ouvimos mesmo, não ficamos só de corpo. Participamos, registramos na cabeça e eles que falam, nós, ouvimos e tomamos algumas notas. 

Deveria ser em duplas, mas são tantas histórias e tantos idosos que muitas vezes nos separamos para tentar dar atenção para todos. Entende porque divulgo tanto? Sua participação nos grupos ajudaria nisso! :P Enfim. 

Em seguida, transformamos a história em algo lúdico e em formato mais infantil, tentamos seguir a Jornada do Herói. 

Se você é voluntário e está pensando em se voluntariar, atenção é ao lar que você irá, tem crianças de todas as idades, o público é exigente. Fica esperto! :-P Não dá para contar história de princesa ou aviãozinho falante para um guri de 11 anos que tá correndo por ali com o celular na mão ou para uma cotoquinha fofuxa que dá vontade de morder sobre Lobisomens que voltam a meia noite para pegar o pézinho na cama! :P então dá uma lida nas dicas e se prepara! :-D 

Em seguida vamos a casas de crianças em momento de vulnerabilidade para CONTAR essa história, literalmente cantamos, brincamos, apresentamos de modo que elas interajam e façam uma devolutiva, com um desenho, uma dobradura, uma lembrança que será repassada como recebimento da mensagem, afinal, somos contadores de histórias. 

Voltamos então ao lar e apresentamos a história para os idosos, entregando o presente das crianças.

Nesse momento, sempre surge outras histórias, sorrisos e, então, começamos tudo de novo. 
Gostou? Curti ai e visita os links abaixo: 

Veja também: 

17 setembro, 2015

Contra-pontos

http://www.universoracionalista.org/como-a-proporcao-aurea-ou-os-numeros-de-fibonacci-se-expressam-na-natureza/

http://www.hypeness.com.br/2014/02/a-proporcao-aurea-esta-em-tudo-na-natureza-na-vida-e-em-voce/ 

http://hypescience.com/proporcao-aurea-o-maior-mito-design/

O "papel" leva os pensamentos para dentro da nossa cabeça. A web libera os pensamentos antes de eles estarem prontos, portanto, podemos burilá-los juntos. E nessas conversas ouvimos várias convenções do mundo, pois ela se desenvolvem com base nas diferenças. A diferença sempre foi sinal de que o conhecimento não foi alcançado: pode existir somente um conhecimento, pois o mundo é de um jeito, e não de outro, mas sempre existiram vários tipos de conversas. E, portanto, várias convenções. Jamais deixaremos de conversar, silenciados por um conhecimento único, unificado, verdadeiro, inevitável e final de tudo que nos rodeia.
E não se trata de definir quem está certo quem está errado trata-se da forma como pontos de vista diferentes são negociados dependendo do contexto e expressos com paixão e interesse e o resultado é uma surpreendente mudança da crença.

@book{weinberg2007nova,
title={A nova desordem digital: os novos princ{\'\i}pios que est{\~a}o reinventando os neg{\'o}cios, a educa{\c{c}}{\~a}o, a pol{\'\i}tica, a ci{\^e}ncia e a cultura},
author={Weinberg, D.W.},
isbn={9788535222111},
url={https://books.google.com.br/books?id=WYx7PgAACAAJ},
year={2007},
publisher={Elsevier}
}














05 setembro, 2015

Imagens do meu desktop

Tava fazendo uma limpa no computador e resolvi colocar aqui as imagens que estão no meu desktop. Agora posso apagar.. :P









23 agosto, 2015

10/11 dicas de como transformar seu texto

No projeto de voluntariado da ONG Velho Amigo com o apoio da ONG História Viva transformamos as histórias contadas pelos idosos em textos para crianças. Tentamos, por vezes, trazer ao idoso um sentimento de alegria em memoração as coisas boas ou engraçadas da sua vida. Nem sempre é possível, mas ai o ouvidor transformador precisa pegar a melhor parte e trazê-la para superfície.
Ter em mente que o objetivo é ouvir, transformar, contar.

Algumas vezes, seremos somente a válvula de escape para aquele momento dificil, para aquela crise de ansiedade ou saudade.  Porém é imprescindível ñ esquecer o simples: o ouvidor ouve (escuta, presta atenção) e se puder ajuda na transformação ali mesmo. 

E, em dia ruim, uma música ou uma recordação boa pode trazer risos, pode mudar o clima.
E é esse sentimento que queremos passar, ao menos, penso que seja assim. Dou meu tempo, meu ouvido e meu filtro mágico transformador de atenção e "prestençãoow" para esse fim (ouvir e transformar). Se puder sorrir, esse sim é o melhor compartilhamento.

Até porque, quem ouvirá a história costuma ser exigente e história chata, sem chances de sobreviver.

Muito do trabalho que fiz escrevendo textos fantásticos no Tinta Rubra que fundamos há 15 anos, (quem não sabe  o que é dê um google) ajuda a trabalhar melhor esse processo de transformação (escrever é um exercício constante) e, embora as propostas sejam diferentes, e claro, escrever para um público que varia de 3 a 13 e 70 a 90 não seja uma das tarefas das mais fáceis, algumas dicas são importantes e fundamentais.

Antes continuar: - são dicas pessoais que tento aplicar, que quero compartilhar. Cada um é livre para ler ou ignorar se for o caso ;) não sou o mestre dos magos com a fórmula mágica, leia se quiser e adapte por sua conta e risco.

Vamos lá:


1) Faça orações/frases curtas
Concorremos com a atenção ou a falta dela.
Um rebuscamento textual só prejudicará a compreensão.
Escreva linhas para um único sentimento, pois mais sentimentos esbarram em outros e a atenção já era.
Conte algo. Explique. E fale do outro assunto. Em pequenas doses. Contestar, deixe para o trabalho acadêmico. Aqui você estará criando uma história, não um dissertação.

2) Faça histórias curtas
Não existe um tamanho ideal. Vale o mesmo para parte da explicação acima.
Concorremos com a atenção e com a falta dela. Concorremos com personalidades, jeitos e conhecimentos diferentes. Com celular em alguns casos.
Não é porque você gostou da sua história que vai escrever um livro e "obrigar" seu público a ouvi-la.
No nosso caso ainda, há momentos que contaremos mais de uma história.
Pense em uma folha no máximo, com letras grandes para você conseguir fazer uma leitura em voz alta e de olho no seu público.

3) Leia em voz alta o seu texto
Conte a história para alguém que esteja ao seu lado.
Conte a história para você mesmo. Pode ser no banheiro, no microfone com fone de ouvido. Em um vídeo. Mas ouça-se, é importante.
Pegue opiniões, viaje, veja como está a captura de atenção.
Ouça-se. Perceba. Aceite que fez feio ou errado e faça de novo.
Veja onde pode tirar palavras ou trocar por algo que fique mais audível, mais fluído.
Em voz alta você percebe muito melhor que em silêncio.
Se estiver começando e tímido, grave para você ouvir, se você mesmo se distrair, já sabe né? Não vai pegar.

4) Use fonte 18 sem culpa.
Quando você ler a história para seus espectadores estará em volta de muita gente. Letras miúdas não abrirão espaço para você olhar para o lado. Nem ler de longe, gesticulando, olhando para seu ouvinte e percebendo o tédio ou a ansiedade de ouvir a próxima frase.
Além disso, O idoso que você presenteará na maioria das vezes terá catarata ou deficiências visuais, não o obrigue a pegar a lente de aumento.
Para a criança, você precisa estar literalmente com um olho no gato e o outro no prato! Letras pequenas requerem atenção. Letras grandes, você consegue focar em duas coisas.

5) Não passe lição de moral
O idoso é um ancião. Embora ele esteja com os filtros quase sempre desligados e sejam de "outra época" (não sei onde, mas fica pra outra discussão) eles tem o triplo de vivência que você. Eles já fizeram (se puderam) aquilo e muito mais que você já fez. Respeite o cabelo branco. E para crianças, leve o coração aberto, ensine com exemplos e modos e não com uma lição de moral.
Se quiser passar alguma ensinamento, aproveite a história contada pelo idoso.

6) conte Uma história
Aqui não vale a regra compre um leve três! Empenhe-se no fato, naquele instante. Naquela história. Mais que isso é: mais. Se quiser ter uma história, tenha UMA história! :-}

7) seja falho
Se alguém que chegou até aqui e ainda acredita que é dono da verdade, procure um psicólogo. Mas sempre é bom lembrar que nossa luta com o espelho é a mais difícil. Aceitar que fizemos um texto ruim, aceitar que não foi bom o suficiente, aceitar que todo o trabalho gerou mais trabalho é difícil, mas é importante.
Não fique com uma história que você não acredita.
Mude toda ela. É uma história!

8) Não faça uma reportagem.
Seu Tião, 98 anos, nascido em Pernambuco, com 10 filhos viu um fantasma. Não. "Existia naquela terra encantada o Tião, um ancião que beirava os 100 anos. Uma noite, com seus 10 filhos viu um fantasma!” Melhor talvez. Tente você.  
Não é uma entrevista e não é uma reportagem ou relatório.

9) ache seu jeito
Não precisa ser um poema, não precisa ser um conto de fadas, não precisa ser uma fabula. Pode ser uma ficção cientifica. HaiKai. Rimas soltas. Pode ser no futuro e não tem que começar com era uma vez. Faça o exercício: escolha uma coisa que aconteceu com você ontem e conte para alguém essa coisa pensando em como está contando. Depois tente fazer a mesma coisa "no papel".

10) não existe verdade
Um idoso poderá estar de péssimo humor e a criança poderá nem ligar pra você; aceite, mesmo que você siga todas as dicas. Além de praticar é preciso perder a vergonha, se jogar.

11) Concreto
Essa é uma dica mais técnica: as "inteligências" são diferentes. Se você estudou é capaz de entender abstrações e essas abstrações o remete a coisas que você não conhece.
Quem teve menos oportunidades, ou quem ainda está em formação, tem mais facilidade em identificar o dia a dia, o mais concreto.
Ao invés de bordô, use roxo.
Em vez de havia um círculo, havia uma bola.
É na simplicidade que está a facilidade para transmitir aquilo que você quer dizer, não dê voltas, seja concreto como um tijolo. E leve, como uma pluma.



Do resto é muito exercicio e leitura (em voz alta do que você escreveu). :)
Boa sorte.





13 agosto, 2015

Citação House

Podemos ser o que quisermos!
Não podemos não.
Podemos desejar o que quisermos
Mas não conseguimos só porque queremos.
Eu preferiria passar a vida perto dos pássaros, do que disperdiça-la desejando ter asas.

House Temporada 5 ep 1
Morrer muda tudo

03 agosto, 2015

Frequencia é diferente de Insistência

O bom deste blog é que posso trabalhar algumas informações importantes. Dêem uma olhada nas seguintes imagens de uma ordenação de caixa posta de e-mail - uso-a especificamente para isso.




Notem principalmente na frequencia de envio.

Vamos a alguns pontos:

- Frequencia de envio de email: é importante manter uma constante, mas não ser insistente "sem motivo". Quando o porquinho gritou muito: olha o lobo, as pessoas simplesmente pararam de vir socorrê-lo.
Lembram dessa fábula?

Caso não se lembre, de uma googlada na fábula do porquinho que vivia gritando por socorro. Nesse caso, enviar tantos e-mails para um público que não quer recebê-lo: já sou segurado amil, não preciso do plano. Acaba-se com a marca e com o CANAL.

Enfim. Pense nisso.

23 julho, 2015

Atribuição

As pessoas são quem são e cada geração tem seu valor é seu desmerecimento.

Se você tende a ser negativo, racional, superficial vê apenas parte daquilo que essa geração produz e esquecer as coisas boas - tendenciando sua percepção. Atribuindo característica que são mais marcantes ao seu perfil.

Se você tende a ser positivo, emocional, profundo verá verdades que outros não vêem e ainda assim será submetido, talvez, a grandes e profundas alegrias e tristezas.

E assim seguimos: atribuindo.

Mas qual é do papo da geração? Então: usei a palavra geração mas neste momento creio que era seja melhor para evitar confusões pois me refiro a todas as gerações que vivem e tem acesso aos dados online. 

Atribuições: negativa - já que a Internet facilitou a pesquisa, pesquiso menos é mais superficialmente. Verdade? Talvez. Em alguns ou na grande maioria sim.

Atribuições: Positiva - Você já parou para pensar que pode se certificar de qualquer informação se aprofundando um pouco na pesquisa e não tomando como verdade a maioria?

Vou para o causo de hoje que gerou toda essa elaboração enquanto fecho os olhos:

Hoje, em um aplicativo de recordações (timehop) encontrei uma citação. Há dois anos, copiei e colei aquele trecho sem pensar em confirmar a veracidade daquilo. Atribui que quem dizia, sabia aquilo que dizia. Era o seguinte:

"Aquele que quer aprender a voar um dia precisa primeiro aprender a ficar de pé, caminhar, correr, escalar e dançar; ninguém consegue voar só aprendendo vôo".

Primeira atribuição: por que gosto dos eventos, já ouvi muita coisa e li muita coisa legal desse divulgador atribui que a citação era verdadeira.

Atribuições: ele divulgou para não sei quantos e eu para não sei mais quantos na época.

Só essa atribuição já incitou que outras pessoas atribuissem verdades e criou-se uma corrente.

Hoje, esse aplicativo rememorou essa contribuição e fui pesquisar, pois na primeira a deram Nietzsche. Pelo que me lembro de Nietzsche suas citações me davam dores de cabeça de complexa profundidade e atribuições. Mas essa frase, fui pesquisar se era mesmo de Nietzsche e, numa pesquisa inicial: sim. Quase todos resultados atribuem a frase a ele mas nenhum, NENHUM! Cita a fonte de origem.

Inclusive artigos científicos onde as pessoas usam a citação e não põem a fonte! Ah! Se "todo mundo" diz que é dele alguém tá certo? Nesta época o lado ruim e que talvez pois todos que não pesquisaram compartilharam e a tornaram "verdade" mas é falso.

A única fonte de origem que encontrei nessa frase foi:

Tempo
Edno Mattos
Clube de Autores, 30 de nov de 2008 - 47 páginas - na Página 19!

Atribuo ao Edno essa frase, se ele replicou de Nietzsche,  não colocou a fonte, eu, na minha pesquisa superficial não atribuiria pq não achei mada que o pudesse fazer.

Desse ponto haveria tantos links de atribuições falaciosas para discussão.

Atribuo falta de tempo para pesquisa aprofundada. Atribuo valor: quão importante é o dono da frase se a frase é boa? Atribuo desmerecimento: para que essa pesquisa. E, na minha opinião a pior: atribuo verdades falsas.

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