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21 setembro, 2014

Auto Ajude-se: seja você, distâncias e siga mexendo...

O segredo não é ser isso ou aquilo.
Seja você.
Respeite a opinião dos outros e analise o motivo dessa opinião.
Lembre-se: somos todos um amontoado de idéias, desejos, crenças e histórias (inclusive saudades e boas recordações).
Tente decidir se quer caminhar junto ou separado.
Tudo tem um lado bom e um ruim.
Isso é ser humano e viver.
Juntos é mais fácil em alguns momentos; dividir o peso do mundo, ter alguém para conversar e compartilhar, etc. Mas será preciso sincronizar as passadas, entender o cansaço do outro, dividir o suor, puxar e as vezes segurar, mas o mesmo valerá para você que será puxado, empurrado, abraçado e compartilhará o suor da mão que segura.
Separado é mais rápido, você encontrará semelhantes. Saltarão até mesmo próximos uns dos outros. Mas se cair, estará sozinho. Talvez algum outro que venha no caminho o auxilie, talvez, é mais solitário, quase mais silencioso se você ignorar aqueles que avançam e o ultrapassam.
Estou tentando encontrar outras vantagens do separado: alguns talvez digam - você será capaz de fazer aquilo que deseja. Será invejado da sua capacidade de saltar mais rápido e as vezes mais longe.
Nenhum dos dois motivos chegam a me parecer muito bons a longo prazo.

Relendo esse texto me ocorreu: vemos melhor, na maioria das vezes, o que está distante. Temos uma visão holística, afastada. Indolor. Nesse ponto acabamos por perceber melhor as vantagens.

Mas para saber, temos que ir. Adentrar no lugar que vimos. Perceber as dificuldades, mudar a sintonia. In loco, é quando vemos o mais difícil.

Veja um chão de brasas a noite. De longe: quase um chão de estrelas. Vá até ele, só a proximidade já esquenta. Qual foi i motivo da sua criação ou a destruição que ele causa?

Mas retomando: seja você, buscando aprender, compreender no sentido mais puro da palavra.

Não serão rótulos, nomes, outrem que dirá a você qual é o melhor caminho a seguir: outro vê de longe o caminho alaranjado que brilha no escuro. Você, só você sabe a dor que ele causará. Esse caminho é o único?

Calce ou construa a ferramenta necessária para percorrê-lo. Você é um ser pensante. Pode demorar um pouco até conseguir o que precisa, mas ficar parado esperando, o fará perder sua vida estagnado.

Água parada fede. Evapora e deixa de existir aos poucos. A não ser que algo, a movimente.

Perceba, que novamente não estou dizendo que é rápido ou fácil. Estou dizendo, que ao menos caminhar e mexer-se de um lado para outro, talvez você consiga erodir o chão debaixo dos seus pés. "Jenios" dirão: será mínima a erosão, superficial. Ano após ano. Geração após geração. Tornar-se-a um Canion.

Não me serve! Quero para ontem! Então mexa-se. Salte mesmo inseguro. Você vai morrer de um jeito ou de outro. Faça alguma coisa!

Para quem é esse texto? Para quem servir. O texto chega no momento propricio onde você está apto a entende-lo.

Você segue isso? Sinceramente não sei. É mais difícil ver sob as plantas dos próprios pés sem cair se você está sozinho.

24 abril, 2014

Post Mortem - direto do Google

O Google possui um serviço de contas inativas.
Serve para configurar o que vai acontecer se você não executar nada em um determinado período de tempo.
Quase como um testamento online.
O que vai acontecer com suas fotos, endereços de pornografia, etc? Você define quase tudo lá.
Isso mesmo, se você morrer o que vai acontecer com sua conta, já pensou se alguém vai poder acessá-la? Você vai mandar um e-mail para seus contatos?

A minha mensagem post mortem acabou de ser gerada..
Então já sabe, se você me mandar uma mensagem e receber:

"Sabe, eu brincava muito que quando partisse poucos iriam sentir falta, ainda acho isso, talvez você esteja me mandando um spam ou um convite e nem sabe da última: eu morri. Pois é.. esta é uma mensagem automática post mortem, então, sinto muito, não vou te responder.. acho que, com o andar da carruagem, também não terá mais ninguém para vc avisar ou conversar, lembra, eu era meio isolado? então, paciência.
Foi bom, ou não, te contar isso... Aproveite a SUA vida, pois ela acaba... ;-)
Enjoy.
É isso..
Descanse em paz.. ;-)"

eu fui...  literalmente.

Para configurar o seu: https://www.google.com/settings/account/inactive

PS: coisas que me deixam deprimido... na tela de quem avisar


Não tenho idéia de quem eu colocaria... :-'(



18 fevereiro, 2014

Inspiração.

Um campo aberto, grama verde amarelada ao amanhecer no pós inverno. Algumas pedras, cinzas mantinham a sombra necessária para pequenos cogumelos, mas era só. Nenhuma árvore no horizonte próximo, apenas pequenos arbustos. Seria um pasto, se a pessoa mais próxima não estivesse tão longe, bem como qualquer animal possivel para pastar por ali. 
Uma manhã como outras tantas. Gotículas de orvalho irradiavam um brilho tácito no canto do olho. O cheiro de terra molhada produziria aquele efeito calmante que nos obriga a respirar fundo.
O céu, de um azul tranquilo, com quase nenhuma núvem além daquelas no fim do horizonte.
Alguns passaros distantes, voando tão alto que não são definíveis. Alguns zumbidos apressados: abelhas, mosquitos... Inspiração. 

Inspiração.

- Deus do céu! Parem com o barulho, tem alguem querendo meditar!

17 janeiro, 2014

O que eu quero e a queda da paixão…

(revista pela terceira vez pós publicação para corrigir alguns erros…)

Perguntaram-me o que eu quero.

Resposta difícil essa, muito difícil.

Pensei em dizer: mudar o mundo.

Mas não o mundo muda à sua velocidade e este grão de gente tem uma pequena e mísera contribuição para isso.

Para mudar o mundo seria preciso genialidade, sorte, força, presença e esse algo que busco e não sei o que é. E pensando um pouco mais, nos dias de hoje: muito marketing pessoal, poder, abnegação e martírio.

Definitivamente não cheguei ao status de divindade para sofrer por essa mudança. Olhando fundo, não sou tão altruísta. Gosto do meu circulo e espaço, mesmo que seja dentro da minha cabeça um tanto confusa.

Pensei mais um pouco e a resposta surgiu: mudar as pessoas!

Mas as pessoas são diferentes e mutáveis.

Tantas se transformaram com o tempo; para pior e para melhor. Foram tantas que conheci, que conheço e desconheço.  Nem mesmo elas se conhecem, como mudar o desconhecido?

Tantas me decepcionaram e tantas outras me surpreendem positiva e diariamente.

Surgem e se vão.

Não, não quero mudar as pessoas, queria no máximo dar um pouco de autossenso crítico para suas escolhas, mas as variáveis são tantas que com certeza aberrações continuariam a aparecer, melhor não querer mudá-las.

Seria quase como um aparelho que pode brilhar ou explodir. Podem virar criaturas incontroláveis (já o são, não?) e o que nos leva ao mesmo ponto e, chegamos o problema de não querer mudá-las, o ciclo parece-me inquebrável.

Então, o tempo delas é necessário e a auto mudança é o que posso desejar a você e a mim. Não que alguém o faça.

Não, definitivamente não quero mudar as pessoas, queria eu ser tão otimista a ponto de me arriscar tanto, mas não, imprevisível demasiadamente.

Então interiorizei: quero me mudar!

Opa, pera lá. Isso na segunda leitura soa muito estranho. Vamos deixar claro, não estou falando de mudança física de cidade, pais ou estado, de grupo ou talvez esteja. Xi. Complicou. Continuemos.

Sou mutável. Aprendo, ouço e escuto, leio e vejo, mudo a cada instante, cada célula, cada pensamento e cada ideia que se forma na minha cabeça, não estou mudando agora tentando entender o que eu quero?

Mudo a cada segundo. Isso já acontece, eu já me transformo a cada instante, inclusive de opinião. Não. A Resposta não é essa.

Nesse raciocínio, pensei em paixão, ah, a paixão. Aí me lembro de um livro, do Mario Sergio Cortella que dizimou o meu entendimento de paixão, na verdade a paixão não é boa. E o que eu quero é bom, eu sinto. Mas a paixão, tão gostosa...

Não era mais possível dizer a mim: quero me apaixonar. O conhecimento. Triste. Frio.

Fui, teimoso, até o dicionário procurar o significado da palavra com esperanças de ser isso: Quero paixão, quero, preciso, ah! Me dê paixão! (os grifos do texto abaixo são meus, ok?)

paixão: substantivo feminino ( sXIII) – 1. O sofrimento de Jesus Cristo na cruz. 2. o segmento do Evangelho que trata do martírio de Cristo; esse martírio, e o dos santos. 3. Peça teatral cantada, ou oratória sobre o tema da Paixão. 4. Grande sofrimento; martírio. 5. Gosto ou amor intensos a ponto de ofuscar a razão; grande entusiasmo por alguma coisa (!); atividade, hábito ou vício dominador. 6. A coisa, o objeto da paixão ou da predileção. 7. Furor incontrolável; exaltação, cólera. 8. Ânimo favorável ou contrário a alguma coisa e que supera os limites da razão; fanatismo. 9. Sensibilidade, entusiasmo que um artista transmite através da obra; calor, emoção, vida. 10. No kantismo, inclinação emocional violenta, capaz de dominar completamente a conduta humana e afastá-la da desejável capacidade de autonomia e escolha racional por oposição a ação ('atividade livre'). 11. No nietzschianismo, estado em que determinado afeto organiza e orienta toda a difusa emotividade humana em uma disposição plena de saúde e vigor 12. Lógica da categoria aristotélica que indica a passividade, a inatividade perante uma ação alheia por oposição a ação. Etimologia: lat.tar. passĭo,ōnis 'paixão, passividade; sofrimento', pelo vulg.; ver 2pass-; f.hist. sXIII paixon, sXIII paxon, sXIV payxõ, sXIV payxõoes, sXV paixão, sXV passiom, sXV paxam 'martírio', sXV paixões, sXV passõoes 'sentimento'. Sinônímia e Variantes: ver sinonímia de mania e martírio e antonímia de desleixo e indiferença

O desejo dessa paixão realmente me pareceu um vício agora. Quero! Preciso! Desejo! Não.

Os otimistas dirão: mas há um ou outro significado bom ali no meio, você mesmo exclamou! Mas perceba o contexto como em um todo.

Ruim, muito ruim. Não gostaria de perder a lógica, a razão, deixar de ver, de tentar entender.

Não quero sofrer mais do que sofro pensando que esse vazio pode ser exponenciado pela paixão, vazia? Já pensou? Paixão vazia. Soa tão moderno e atual.

Então o que eu quero?

Liberdade. Muito complexo. Vivemos numa sociedade onde nossa liberdade é cerceada a cada instante. Internamente, dentro desse complexo sou livre, mas como é possível ser livre dentro de um ambiente sem liberdade; internamente?

Arcando com as consequências.

Então sou livre na medida do possível. Mas se há uma medida não é liberdade... viu.. complexo... acho que tenho a liberdade de que preciso.

Evoluir. Essa minha busca é uma evolução. Feito.

Definitivamente não sei, ainda estou pensando. Burilando a ideia. Realmente muitas dúvidas travam. O problema é que, em tudo que leio deste texto, não há dúvidas, só não há visão.

O que eu quero? Difícil, muito difícil responder.

13 setembro, 2012

Memórias

 

Agora entendo porque está tão difícil produzir o texto da minha monografia, minha cabeça está uma bagunça. Estou completamente destreinado para escrever (sim, é preciso treino) e claro técnica, mas a seleção que o diga, técnica sem treino não serve para nada.

Portanto percebo claramente ao tentar fazer este post que começa, pára, recomeça para parar de novo, então releio, rescrevo, me perco... Deixo erros grotescos passarem na leitura que deixa o conteúdo sem ter sentido, embora, sentido. Do que eu estava falando mesmo?

Trocadilhos a parte, então um aviso a você leitor, eu estou confuso, é sabido. Também é sabido que continuar é por sua livre vontade de se perder tanto quanto eu, borá lá então? Let’s go.

Minha amada memória: percebi hoje como você é um tanto perdida.

Talvez seja pelo excesso de informação que aflija tanto o seu querido portador (cérebro) e das divagações excessivas que o convívio de vocês dois geram; e que por sinal, hoje, oprimem figurativamente o morador de baixo, o coração, e claro a mim também já que o conjunto de vocês me constrói.

Mas tenho que agradecê-la também minha querida memória, pois se você não fosse assim o peso seria tão grande que dobraria meus joelhos, e já basta os dias para fazê-lo. Aliás, dia a dia percebo o quanto você falha comigo para o bem e para o mal.

Mas este não é um post triste, é uma divagação: então agradeço também a você memória externa, pois o blog, o fotolog, o meu twitter, a minha timeline ou os meus tantos repositórios online de informações pessoais (inclusive àqueles que eu já esqueci) são memórias de uma vida muito além da tecnológica. E claro, os cientistas já estão trabalhando para que essas referências sejam mais próximas sem ter que ficar fuçando por ai. (Não entendeu, vamos à citação da semana).

“Cientistas desenvolvem método para criar memórias artificiais no cérebro

Pesquisadores teriam inseridos memórias de curto termo no tecido cerebral de ratos

11 de Setembro de 2012 | 16:15h

De acordo com um novo estudo publicado na prestigiosa revista acadêmica Nature Neuroscience, um grupo de cientistas desenvolveu um método que possibilitou a inserção de memórias artificiais no cérebro de ratos de laboratório.
A pesquisa, conduzida pelos acadêmicos da área das ciências da mente Ben Strowbridge e Robert A. Hyde, comentou uma técnica que pode ajudar a manipular memórias de curto termo e cuja eficácia foi testada em células cerebrais in vitro.
O texto publicado descreve como os neurocientistas conseguiram usar um pedaço de tecido cerebral para inserir memórias chamadas declarativas, que podem incluir informações como nomes, lugares ou eventos.  No caso, a mente do rato teria sido capaz de lembrar diferentes sequências de eventos.
Os acadêmicos puderam acompanhar, por meio de equipamentos de ressonância magnética, como tais memórias se espalharam e foram absorvidas. Como os circuitos neurais responsáveis por tais lembranças se localizam na área chamada hipocampo, os estímulos relacionados à memória teriam durado entre 5 e 10 segundos.
De acordo com Strowbridge, "foi a primeira vez que alguém descobriu meios de arquivar informações por segundos no cérebro através de estímulos diretos no tecido cerebral". O objetivo da pesquisa seria propiciar um melhor entendimento de como as memórias de curto termo se formam, o que poderia ajudar a combater doenças como o Mal de Alzheimer e Parkinson.” Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/jovem/digital_news/noticias/cientistas-desenvolvem-metodo-para-criar-memorias-artificiais-no-cerebro

Aliás, antes que algum chatonildo venha me criticar por copiar e colar o post do Olhar Digital, vai um link do meu próprio blog: http://mundovampyr.blogspot.com.br/2011/10/o-tempo-apaga-tudo-menos.html

E claro, para variar, me perdi no post. *RS

Voltando: graças a um comentário no blog rememorei algumas passagens da minha vida e alguns livros que sinceramente estavam ocultados do meu consciente. Agradeço esses comentários (os tardios), pois fazem reaparecer determinadas coisas perdidas e graças a eles, nessas horas começo a pensar e a pesquisar um pouco sobre mim.

E é tão estranho como as coisas simplesmente desaparecem, apagam-se completamente e ficam apenas alguns registros do sentimento daquele momento. Mais curioso ainda é observar, através desses posts, as transformações que vão acontecendo comigo e percebendo que embora mude as coisas, é possível identificar um sutil padrão.

Mas o que é passado e o que fica no passado e o que carrego comigo com certa distorção em pequenos fragmentos de lembranças são muito curiosos pois clamam sempre um mesmo sentimento emaranhado, mas que definitivamente, hoje, sequer fazem sentido.

Enfim, sequer me lembrava do post das minhas telas: http://mundovampyr.blogspot.com.br/2008/08/pinturas.html?showComment=1218596280000#c5027284766751901632 e agora tenho mais uma em evolução:

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Então complementemos o post que por sinal era em agosto de 2008 (mesmo período) quando comecei a última tela. Curioso, ao menos para mim, observar esses padrões.

Enfim, a ideia do blog sempre foi registrar momentos pessoais, e tentar ver o que aconteceria depois de muito tempo e é engraçado você aprender um pouco de você relendo textos que estavam apagados completamente da minha cabeça. Mas já disse isso, e sinceramente perdi o foco de novo, agora graças a um maldito pernilongo, mas fica mais um registro curioso das minhas manias passadas, tenho um repelente em cada cômodo do apartamento para essas ocasiões que uso agora.

Bom, desisto, não vou reler este post que já está na terceira página do Word, mas vou fuçar um pouco mais nas minhas memórias e ver como é que eu era e tentar identificar um pouco o que tenho que fazer para mudar.

AH! Olha o que achei, o meu primeiro post: http://egoraul.wordpress.com/2005/08/13/e-a-vida/ ainda no antigo blog! :P por enquanto o fotolog ainda está ganhando em tempo de vida já que o post mais antigo é de 30 de dezembro de 2003 (http://www.fotolog.com.br/deus_noite/4066866/. E em 2006 eu já escrevia sobre web 2.0 e tem gente hoje que tá no formato 1.0 ainda! Meus DEUS! http://egoraul.wordpress.com/2006/08/14/web-2-0/

Cansei. Boa noite para quem chegou até aqui.

 

Technorati Marcas: ,,

26 maio, 2012

Algumas imagens auto-explicativas…

 

Certo ou Errado não existe…. existe?

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Pânico de última hora

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Acreditamos que a solução para o excesso de informação é mais informação….

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O Dragão de cada um de nós…

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Essa foto faz pensar no Poema do Neimar de Barros, devo ter transcrevido esse poema em alguma momento da minha vida no antigo blog mas até achar é mais fácil transcrever novamente…

Há quanto tempo nos conhecemos?
Sei lá…..
Eu vinha, você ia…..foi um encontro comum, casual.
Milhares já se encontraram assim,
Depois eu comecei a sentir algo,
Talvez uma saudade sem razão,
sei lá….
Não era tristeza, não era alegria,
Era uma indecisão de amar você,
E eu passava momentos, olhando para a frente,
Desligado, sem ver nada.
Engraçado! 
Olhava e não via
Estava absorto, parado, consumido por mim:
Uma verdadeira estátua em introspecção!
Estava "Encucado"
"Encucado" com ausência que era presença.
De repente, a interrogação indecisa foi evaporando,
E eu vi dentro de mim que era amor.
Você estava enquadrada no que eu queria,
Desde o sorriso até as lagrimas.
Você era o sim diante do altar,
Você era a mão certa na escada incerta
Você era o horizonte nítido….o agasalho….
Mas eu cometi um erro….(alias vários);
Não perguntei se eu também era tudo isso para você.
E a verdade é que não era.
Eu não estava enquadrado no que você queria,
Eu era o não
Não era sorriso, não era agasalho, não era nada….
Era um ser andante maravilhosamente invisível para você.
De repente, a exclamação veio em "Closed"
E eu fiquei afirmando seus defeitos,
Fiquei procurando tudo o que você fazia de errado,
E como sempre analisando…você não fazia nada.
Fiquei torcendo para você me decepcionar.
Afundei-me como arqueólogo nas ruinas da sua imagem adorada,
E você permaneceu intacta.
Eu quis desmanchar a ilusão,
Quis vomitar um amor que me assentava bem,
E torci para você me decepcionar.
Eu queria tanto sentir raiva de você,
ódio!
No entanto, você se manteve a mesma,
Impassível diante do dragão em que me transformei.
Então, me decepcionei comigo,
Porque não compensei o que queria
Como o que sentia.
E ontem, numa noite não muito longe,
Resolvi selar a carta da despedida.
Fechei os olhos,
As lagrimas pingaram uma a uma,
E eu adormeci, sonhando o sonho da aceitação.

Neimar de Barros.

 

Bom.. para este post é só pessoal…

13 maio, 2012

Nada e tudo se repetem.


Nada e tudo se repetem. Complicado entender que um argumento contradiz o outro, mas nada nunca é tão simples quanto se mostra ou tão complicado quanto se faz parecer. Estava, por uma série de motivos, pensando que as coisas sempre se repetem, mas não, é impossível embora elas se assemelhem devido ao fator tempo elas não pode ser repetidas, ou seja, tudo que é velho é novo, pois estará no futuro de acordo com a sua experiência.
É uma espiral temporal que faz com que as coisas evoluam, embora, cercadas de mistérios que nos faz pensar se realmente tudo tem algum sentido prático ou se é só uma peça pregada em nós mesmos.
Por vezes busquei em estudos místicos as respostas, agora tenho buscado em estudos científicos e sinceramente: ninguém sabe absolutamente nada. Todos são tão focados no seu sentimento que Maslow é que me parece mais conciso, embora, sempre exista exceção.
Mas voltando ao Nada e tudo se repetem, é fácil compreender que nada pode ser repetido devido ao fator tempo que agrega o fator experiência, que por sua vez, agrega conhecimento e que por sua vez agrega suposições ou informações que você coleta no dia-a-dia e que são sumarizadas àqueles que você julga correta por um impulso emocional.
Ou seja: este não é um texto cientifico, é uma colisão de ideias que diz que, essa soma de tudo, faz parecer o que é o deja vu, ou seja, dá a sensação de que tudo está se repetindo pois o seu emocional quer se proteger da sua razão.
É uma briga boa né? No final, tudo que você vê que é repetido, não é, é uma nova ótica para um problema diferente e mutável a cada instante pois, você muda, mudando o problema.
Nossa que coisa complicada... fui


13 abril, 2012

População versus Expectativa de Vida - Mestrado

Hoje tive uma das minhas orientações psicológicas no mestrado - orientações psicológicas pois cada vez que resolvo chegar perto da minha pesquisa, agora que ela está em fase de "por no papel", a vontade de cortar os pulsos aumenta mais e mais a cada linha ou a cada pensament que gera a linha de raciocínio.

Uma das coisas que me assusta muito é o gráfico abaixo, que mostra a população mundial versus a expectativa de vida do ser humano por país:




Sente o drama.Compartilhe minha dor e pesar em relação a pragra humana. A sensação que tenho ao observar esse gráfico é que aos poucos vamos infestando a crosta terrestre, consumindo recursos, gritando por mais e mais e mais. Que nos achamos tão reis do universo enquanto somos pragas e predadores nele. Não despreso o meu conforto, não sou revolucionário ou muito menos idealista, mas fico angustiado. Angustiado por ver tanta coisa e na verdade não querer dar "pérolas a porcos" pois no final, tudo é finito, inclusive nós mesmos, então qual o significado de tudo? Vamos consumir e nos acabar!!! Dúvido. Chegamos a quase uma questão religiosa e de principios, aliás melhor, do princípio - o que nós somos, para onde vamo?

Não ambiciono muitas coisas, mas ao mesmo tempo, fico pensando para que? Logo logo não estarei mais aqui então qual a vantagem de tanta labuta e tanto corre corre? Qual a função de desenvolver uma raça que menospreza seu poder de destruição e que ainda tem o ego na barriga?

Enfim, pelos comentários, acho que deverei ter outras várias orientações psicológicas....



14 fevereiro, 2012

O que querer e o que não querer...

As coisas são tão estranhas na minha cabeça. A Shirley acabou de me fazer uma pergunta sobre a minha afirmação: “não sei o que eu quero”: você sabe o que você não quer? Também não sei. Na verdade, quanto mais eu penso menos eu tenho certeza de alguma coisa.
Sei que gosto de algumas coisas: ficar em casa, cozinhar um pouco, ver um filme na TV, jogar um pouco de vídeo game, pensar um pouco na vida, ler um livro, dar um passeio no shopping em um dia com pouco sol, mas não chovendo. Gosto de tentar agradar as pessoas, mas não muito.
Gosto de tentar fazer o certo, embora não saiba o que é o certo ou o errado, mas tenha uma leve consciência julgadora. Todas as vezes que penso nisso lembro-me da frase: não julgueis para não serdes julgados. Não faz sentido, é o julgamento que os dá o livre arbítrio. Mas é a quantidade de opções que tornam as decisões tão complicadas.
Parar para pensar se desejo água ou refrigerante: pelo tipo da sede, o estado da minha boca, as sensações que estou, consigo definir qual das opções escolher. Já decidir o shampoo, a vida bandida, são muitas opções e sei tão pouco sobre a composição de cada um, vamos para a tentativa e erro até que um seja o mais apaziguador das madeixas revoltadas.
Essa sensação remete-me ao vídeo do Paradoxo da Escolha, que já publiquei aqui, acredito: achei.. ó: http://mundovampyr.blogspot.com/2011/03/o-paradoxo-da-escolha.html
Enfim... cada vez fico mais pensativo a respeito do que esperar para o futuro, qual a vantagem de ralar tanto? Enfim... fica mais esse post de elocubrações.

Escrever

Escrever é como andar de bicicleta, você precisa treinar para permanecer razoável. Ando muito preguiçoso quando se trata de colocar o que acho ou não de alguma coisa na web. Lembro que teve uma época que postava coisas demais e atualmente ando postando coisas de menos, aliás, ando escrevendo de menos.
Preciso voltar a treinar minhas mãos e minha mente para conseguir direcionar uma linha de raciocínio lógica através de algumas palavras.
Mas é complicado, ando meio sem paciência com alguns comentários. Escrevo mais no facebook compartilhando coisas que acho ou postando rápidas notas no Twitter. Mas mesmo assim tenho tentando estar presente.
Muita coisa mudou desde os últimos posts. Tenho um emprego novo, estou indo para quase 1 mês já (como voa o tempo). Enfim. Decepções são comuns e parace tão medíocre da minha parte ficar escrevendo se acredito que muita coisa é dar perolas àqueles que não as merecem. Chato é que no final quem se prejudica é aqueles que fazem por merecer, ou seja, é um dilema.
Enfim... Este post é para tentar agitar um pouco as coisas por aqui. Tentar racionar em linhas retas de um texto corrido sem ser marketeiro ou tentar vender uma ideia. Minha vontade é apenas escrever.
Como disse: andar de bicicleta. Preciso recuperar o fôlego já que minha dissertação me aguarda.
Uma coisa comum nos próximos textos será o seguinte: eles não serão revisados. Vou escrever, apenas escrever e ver o que acontece. Treinar os dedos.
Enfim... é isso por hoje.


13 fevereiro, 2012

Meu passado

Hoje eu estava pensando no motivo de eu desejar me afastar tanto do meu passado ao mesmo tempo que não tenho intenção nenhuma de negá-lo e a conclusão que chego é que: eu sou o meu passado, por isso não o nego, pois foi através dos erros, acertos, pessoas, decisões e indecisões nele que tornei-me quem sou: satisfeito o suficiente com o presente e com a ambição melancólica do futuro.
Não me entendam mal. Passei muito daquilo que pensava conseguir e, claro, desejo mais e melhor, mas meu presente me satisfaz ao ponto do passado ser algo do passado, não deste presente.
Reviver algumas coisas é muito bom, ter outras diferentes melhor, deixar outras tantas para trás, faz parte.
No final, quem sou é quem esta aqui e agora divagando, preocupado com a manha seguinte e com as coisas que deveriam ser fitas. É alguém que prefere se dedicar a conquistar no futuro coisas que possam ser usadas agora e lembradas daqui a alguns anos.
A vida é assim: a vemos passar, se repetir e nos dar a chance de mudar ou deixar seguir. Espero melhorar em algumas coisas, noutras, pouca importa pois são passado que ficou. Sim esse sou eu. Equilibrando aquilo que acho que é minha vida.

Esse post deveria chamar-se divagações... Mas é passado.

13 agosto, 2011

O tempo não para….

 

Ando bem preguiçoso para escrever isso é uma realidade. Tenho consumido mais e mais conteúdo e produzir que é bom, nada. Mas argumento em minha defesa: pensar dói, cansa e incomoda mais gente além de nós mesmos.

Andei colocando nas minhas timelines que ando cansado, e é um fato consumado. Tenho resolvido problemas disso e daquilo enquanto penso em uma rede (não tecnológica), mas de pano, dependurada em dois ganchos, com um copo de suco de laranja ao alcance das mãos em uma varanda numa cidade qualquer do interior. Um cãozinho para poder brincar e nada para fazer, absolutamente nada para pensar.

Espero que consiga montar minhas férias para rebootar este cérebro em desenvolvimento constante. Sinceramente não entendo como as pessoas vivem sem fazer isso. Dia a dia eu me pego tramando particularmente uma desligada, mas parece que se pararmos um minutinho os próximos 100 anos se passarão nele.

Outro dia li um artigo sobre a preguiça: acredito que foi na revista de Filosofia (http://www.portalcienciaevida.com.br). Era bastante interessante, por sinal. Dizia algo como: a única era/sociedade que prioriza/trouxe o trabalho como parte obrigatória da sua cultura é esta (a nossa). É nesta geração que se tornou estranho “parar para ouvir a grama crescer”. Tornamo-nos uma sociedade psicótica, angustiada em ver o tempo escoar como as areais em uma ampulheta.

No passado o trabalho era algo de um grupo de servientes, uma parcela societária acharia ofensa trabalhar. Pensar era essencial, filosofar era relevante e não tedioso.

Embora tenha minhas contrariedades a esse tipo de argumentação que dizia o artigo, o fato de parar para respirar é algo que deveria ser feito. Lembro-me de alguém me dizendo que correr não é obrigatório, correr é um anseio da juventude. Da explosão corporal. Das descobertas. Que com a experiência, com o tempo e a velhice você percebe que correndo ou senão chegará a lugares muito parecidos.

Tenho lá minha desconfiança dessa sentença. Acredito que podemos ir um pouco mais a frente sempre, empurrando e sendo empurrado, puxando e sendo puxado. Evoluindo.

Mas sério, tem momentos que entro em um estado tão intrépido de violência mental, que me assusta. Particularmente o fato de que parece que o sono não serve para descansar, somente para reorganizar as informações que existem na cachola. São sonhos, pesadelos, noites mal dormidas... A cabeça parece que não para.

Há momentos desesperadores de deitar cantarolando uma música que ouvi, dormir, e acordar e continuar cantarolando a mesma música... Parece que ela não saiu da cabeça, parece que não foi possível desligar um pouco a máquina em curto circuito.

Vejo em compensação, pessoas que querem mais e mais esses momentos. Você deve acelerar, deve correr, devem corresponder às necessidades, prazos, exatidão, precisão e todos os aos que você quiser colocar, mas será que esse é o melhor caminho?

Quem saberá? Acho que nem mesmo o tempo poderia responder essa, pois duvido muito que alguém, do outro lado do mundo, ou mesmo no apartamento ao lado não tenha escrito a mesma coisa e não esteve tão angustiado. Talvez a 100 anos a corrida evolucionária também apavorasse as pessoas e estas buscassem soluções e respostas como estas, não encontrando.

Chegando então a conclusão: que ninguém teve ou terá a resposta. Que não somos capazes de dizer que sabemos o que fazemos, acreditamos, seguimos: de onde e para onde? Quem somos nós mesmo para dizer? Aqueles que estão seguindo, cegos, o caminho guiado por outros tão, ou mais cegos.

Vou deitar.

 

Cazuza: O tempo não para não… não para.

 

29 julho, 2011

Queria um mundo de sábios e não de espertos…

 

Navegar entre mundos é uma tarefa complicada. Extremamente difícil afirmo.

Muitas vezes me questiono da validade da frase: “o mundo é dos espertos...” e, é triste constatar, que o sentido dela é tão pungente quanto à confusão entre o verdadeiro sentido de arrogância, da inteligência, da sabedoria ou dos questionamentos que te alavancam na vida.

Antes que me apedrejem, não me considero arrogante tampouco sábio ou inteligente, embora assuma o questionador com peso na consciência por me questionar desse titulo autoatribuído. Aliás, diria que sou mais diligente do que qualquer um desses adjetivos...

Enfim, sempre volto a pensar, nos meus paradoxos, com licença poética por pertencerem à humanidade. E como eles são tão arraigados ao nosso dia-a-dia.

Mesmo estudando e observando, e por fim, vivendo-a (a vida) tenho que dizer que ela se torna um tanto patética, principalmente quando se trata da humanidade ou do grupo que aceita, de mão beijada ou bom grado, aquilo que os espertos oferecem como verdade. E o pior, assume essa verdade como totalidade da sua vida.

Mas me incomoda ver forças dissimuladas dirigindo e oferecendo o caminho, e o pior, perceber que a maioria aceita ser manipulado de maneira tão singela e inocente, quase digna de pesar. E me incomoda mais, perceber o tamanho da minha pequenez, por não conseguir fazer muito mais ou ter-me cansado de tentar fazê-lo. Será a época errada?

Diria que o segredo da vida está em observar o correr, crescer e transformar do rio, vê-lo atravessar seus obstáculos calmamente e depois tornar-se impiedoso, virando uma cascata onde havia pedra. Perceber o quanto, e como é tão longo o caminho e o tempo para que isso aconteça é o que me desconsola.

Tenho vontade, muitas vezes, de falar bonito como escrevo quando me esforço um pouco, mas muitas vezes isso só faz tornar a mensagem mais “blá blá blá wiskas sache” do que realmente consegui algum avanço, mínimo que seja. Pior quando o antídoto vira veneno e o caldo entorna de vez.

Tenho vontade, muitas vezes de desistir de mudar as coisas que vejo que são erradas, mas não dá, o meu eu interior não deixa e nessas horas é que quero escrever e escrever para ver se ao menos, lendo o que escrevi, perceba se minhas intenções estão corretas ou seriam dignas de autopiedade ou punição, ou mesmo, simplesmente para ver se realmente tudo àquilo que percebi ou que acredito que vejo nas entrelinhas é verossímil.

Tenho vontade, muitas vezes, de sacudir pelos ombros com a violência de uma cachoeira tranquila (ou não) profusões finitas de mediocridade, e escrevo finitas na esperança quase finda, de que ela realmente não seja infinita.

Enfim, tenho pena da humanidade e de mim, pela minha ausência. Ausência de forças para conseguir mudar o mundo. Ausência de fé, que valeria a pena.

Tenho cansaço, por fazer o impossível a pertencer a uma maioria vendo e sendo o seu/meu próprio antagonismo; e o pior, pertencer a ele e aceitá-lo por perceber que é inútil dar asas a quem não saberia voar.

Ao mesmo tempo tenho sorte. Muita sorte por que por pequenas que sejam, e poucas vezes, vejo chances de mudanças. Vejo pessoas que valem a pena. Pessoas ou pessoa que realmente quer fazer a diferença, crescer, evoluir, tornarem-se diferente daquilo tudo se impõe a ela.

Vejo forças crescerem em juventude (e me sinto um idoso nesses momentos) que vão lá esmurrar o muro e tentar derrubá-lo no soco. Mas somos peões num tabuleiro. Peões que na maioria das vezes são sacrificados, e é difícil aceitar essa verdade, embora seja bonito ver alguns peões caírem com um sorriso de agradecimento por terem tido a chance de participar do tabuleiro.

Qual peça de tabuleiro você é? Que parte eu seria? Não quero ser um peão, pois não tenho o sorriso por me sacrificar pelo bem maior. Já terei eu me corrompido? No fundo duvido disso, mas sei que o mundo precisa de todas as peças no tabuleiro para que o jogo comece.

E por poucas vezes que sejam, pequenos momentos de esforço de vislumbres de mudança, fazem-me dar um passinho a mais, retroceder, torna-se menos doloroso. Pensar o futuro, ver o futuro e ter alguma esperança é o que move o mundo?

Não sei. Sei que desejaria que o mundo fosse dos sábios e não dos espertos.

 


Falando em paradoxos, a figura que ilustra esse post me lembrou do Paradoxo de Buridan. Procurando um pouco, achei um texto muito legal que explica Negação, Diferença e Ordem de maneira bastante simples para o assunto complicado. Se tiver interesse, leia com atenção: https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:11R8mgizjOcJ:www.sigaa.ufrn.br/sigaa/verProducao%3FidProducao%3D245439%26key%3D93392ca079ab2098e6336f8e4c7bc543+paradoxo+do+asno&hl=pt-BR&pid=bl&srcid=ADGEESga_KXPiaiNEMSbw5XFzN19xVN1vqqovoxWW2dLAHTzMxUbLQFXPZ3PR8FagqiV5x8crp3lnqlogQdTFS0N50sAty6tHkASML8Y0ATVo_YNMboPPo9CybJ3XYwsPKE3gyYeo-6F&sig=AHIEtbR6Tdl_g2rmxnv-mst8BwQQv47-pQ


07 maio, 2011

Filosofismo barato da madrugada…

Levantei da cama e vir colocar no blog tudo o que não estava me deixando dormir. Quem sabe agora, cego, surdo e calado, poderei adormecer sem mais pensar que o mundo é mundo por que decidimos assim…

Acho que foram poucos os textos que produzi atualmente diante daqueles que fiz quando estava na graduação. Lembro-me do meu deslumbramento diante das informações e da necessidade de coletar artigos e catalogá-los para o blog.

Naqueles dias, e não faz tanto tempo assim, no blog no live espaces, escrevia sempre que era possível para organizar a informação que eu descobria. Hoje é um pouco diferente. A quantidade de informação é tanta que não sei nem por onde começar a catalogar ou mesmo colocar em textos.

Minhas viagens vão desde tecnologia a filosofia. Pois é, fui apresentado a tanta gente ultimamente que eu não conhecia. Prigogine (que não é filosofo, mas tem umas ideias...), Kant, Heidegger, Nietzsche (que pincelava na época de gósmico), Wittgenstein, Russel, Descartes (que só havia ouvido falar na escola), Foucault, Hegel... É tanta informação que minha cabeça tem dado voltas e mais voltas sobre as teorias que vão de Caos e Física Quântica a Platão, Sócrates e voltam para Levy.

São tantas teorias que se misturam com tanta coisa que descubro que não tenho nem ideia que chega a ser assustador pensar que depois de tanto ler e estudar ainda sou um Zé ninguém. Que a quantidade de informação que consumi é tão pequena nestes trinta e poucos anos que me faz crer que minha base é tão frágil.

A minha frente vejo uma escalada tão grande e tantas descobertas que me assustam. As ideias se eclipsam e ao mesmo tempo se revelam tão brilhantes. Não tenho conseguido distinguir o que é ideia minha daquilo que leio, nem de onde li.

Por exemplo hoje, comprei uma revista de filosofia para ler um pouco mais de Heidegger. Enquanto lia, minhas analogias iam e vinham de maneira absurdamente rápidas e ciclos que parecem ser contraditórios.

Misturo teoria de sistemas, a discussão de tal fulano está certo ou errado e penso: todo mundo está certo, pois a soma de todo mundo gera uma outra fonte de informação que ligada a outra gerará outra e assim por diante.

Consigo, na minha ignóbil ignorância, contrapor estudos de anos e mais anos e gritar com minha mente: será que ninguém percebe o que está diante do nariz? Que tudo faz parte de um aglomerado baseado em sim ou não?

Nossas decisões, por mais difíceis que seja, são traduzidas por vários sim ou vários não. Você que comprar um livro, pode pensar o que for, acreditar naquilo que desejar, você chegará ao sim, quero ou ao não, não quero.

Para discordar de alguém basta falar tanto quanto possível ou pensar: não, você não está certo não. São três afirmações negativas. Soma-se a outras tantas que foram relacionadas a conhecimentos técnicos, vivência, explanação, pensamento e você chegará ao sim e ao não. Ou não. Não sou eu que sou o certo e não é você, pois a minha e a sua discussão darão aqueles que nos lerem uma terceira opinião com ênfase naquilo que a outra pessoa tem de bagagem.

A rede de informação, o sistema de aprendizado, a cultura pessoal seja aquilo que for, só são o que são diante daquilo que decidimos crer ou não crer.

Enfim. É uma pirâmide de informação ou um circulo de ligações infinitas. É também uma pirâmide de ligações e círculos infinitos pois tudo depende daquilo será decidido. Podemos viajar num texto com este e passar anos discutindo e apontando. Você está certo ou errado, e no final, o que contará mais será a nossa discussão e a conclusão da pessoa que participar daquela discussão, pois com o tempo, ela acumulou a minha a sua e as experiências dela e traduziu tudo para bla bla bla wiskas sache.

Agora d que vale dizer que Descartes estava errado e que nada daquilo é aquilo se ao menos conseguimos afirmar isso ou aquilo para além de nossa própria decisão em aceitar ou rejeitar?

No final acredito que tudo está na somatória, no ciclo eterno do IN YANG ou do Ouro boros da ligação eterna que sempre se findará ao recomeço depois de tanta discussão. E no final, poderei dormir em paz, pois tudo o que me fez levantar e vir digitar feito um doido as 3 da manhã depois de um dia de trabalho está em um texto que talvez eu nunca mais lerei.

É isso. Boa noite.

22 março, 2011

Um post de abstração e desabafo

 

Faz tempo que estou com coceiras na mão para escrever alguma coisa. Tem tantas acontecendo que o tempo se tornou algo difícil de arrumar. Escrever aqui para esvaziar um pouco a cabeça é o mesmo que boicotar algumas boas horas de sono, mas deve funcionar mais ou menos como despejo de memória, portanto vamos lá.

[se você não entendeu a piada nerd – veja: o que é um despejo de memória] e tente fazer uma analogia das ideias jogadas para sair da cabeça para o blog, mesmo que fora de ordem e quase que irrecuperáveis a não ser por técnicos treinados. *rs

Mas vamos às ideias jogadas e ao Primeiro Ponto:

Teoria + Teoria = Paranóia?

Às vezes penso como é que os grandes mestres de outrora não enlouqueciam, e parando para reler a minha frase já percebo o quanto ela é absurda já que muitos foram considerados transviados na sua época. Uma googlada dá vários exemplos, mas isso pode ser explicado com uma frase que tenho ouvido muito do Dr. Jorge e que elucida a questão: às vezes o corpo de conhecimento existente não é o suficiente para entender determinadas hipóteses. O que isso quer dizer?

Quer dizer que algumas pessoas nascem fora do seu tempo e pagam por sua necessidade de expor seu conhecimento que é obtuso naquele instante. Conhecimento este que pode, de alguma forma, se tornar relevante num futuro longínquo ou através da recuperação de registro de um pouco de pesquisa.

Não que eu me coloque totalmente nessa posição privilegiada, ou que me ache capaz de estar fora do meu tempo, longe disso, mas apenas é uma das coisas que tenho ouvido e que fazem valer cada centavo do mestrado.

Entretanto minha sensação de falar às moscas ou observar alguns fios de baba branca escorrendo no canto da boca das pessoas enquanto tento, TENTO, expor alguma ideia ou explicar um conjunto delas que estão me atormentando fazem, ao meu bel prazer, muito sentido diante dessa explicação e aquiesce-me na ansiedade diante de algumas frustrações ao ver que não vai adiantar procurar formas e formas de explicar algo que será inexplicável naquele momento.

Mas o problema é o seguinte: quanto mais penso, mas a palavra: “fudeu” me ocorre ou ainda principio que o problema de tudo é o ser humano e que a solução também está ali, nesse embromo de coisas.

Algumas vezes caio na psicologia das coisas e fico desesperado em não ter tempo de estudar tudo o que preciso para provar cada uma das minhas ideias.

Tenho saudade do tempo que conseguia virar a noite procurando argumentação ou achando que valia a pena argumentar e quebrar as coisas com socos e pontapés de informação que estão a disposição de todos e que não são utilizadas.

Sinto falta de escrever alguns textos polêmicos e de ter pique para manter a polêmica e tirar algum resultado disso, mas parece que tudo é tão fraco se comparado com a esperança ou com o ganho que chegarei a alcançar com isso.

Um exemplo claro é uma pergunta mais humanitária: a tecnologia foi feita para que? Para facilitar a vida do homem? Para desenvolver determinadas formas de melhoria? Por mais que eu tente sair do ciclo de boas causas ou do ciclo de boas intenções sempre me vem a cabeça que tudo sempre é criado para obter lucro. E nem sempre um lucro sadio. Quando falo de lucro sadio estou me referindo aquelas proezas do ganha-ganha.

Parece-me as vezes que tudo gira em torno do eu ganho você perde e assim vamos levando, pois a lei do mais forte é que impera, e nesse caso, do mais forte e privilegiados mentalmente ou que tem conhecimento de causa de como ferrar a vida alheia sem ressentimento.

Na verdade fugi do assunto inicial, então vou tentar voltar:

Teoria + Teoria = Paranóia?

Quando estudar e estudar é chegar ao lugar que você, como disse Platão, menos sabe, é claro que o mundo dos ignorantes é o melhor. É invejável. É perceptível que a felicidade reside em desconhecer o perigo.

É observar que o mundo é feito por adolescentes que tem força e vontade de quebrar um muro a sopapos enquanto você, de longe, torce para que isso dê certo. E nesse caso, você se utiliza dessa força.

É estranho perceber que quanto mais se estuda, quanto mais tenta-se entender o que é impossível de ser entendido, mais ainda chega-se a ideia de que tudo é tão vão.

Enfim... cansei.. e para variar, fica mais um post sem pé nem cabeça e desabafo de descarga de memória.

Só preciso completar que as vezes, os pilares do meu pré-projeto, fazem crer que ele é válido não só para os metadados, mas também para a humanidade:

Os sete obstáculos instransponíveis de Doctorow para metadados confiáveis são:

1. As pessoas mentem

2. As pessoas são preguiçosas

3. As pessoas são estúpidas

4. Missão impossível: conhecer a si mesmo

5. Os esquemas não são neutros

6. Medições influenciam os resultados

7. Há mais do que uma forma de descrever algo

Outras razões que resultam em obsolescência dos metadados (porcaria, lixo) são:

1. Dados podem tornar-se irrelevantes no tempo

2. Dados podem não ser atualizados com novas perspectivas

Isso significa que os resultados da pesquisa irão retornar dados obsoletos e incorretos. [3]

11 janeiro, 2011

Postagem do Androide: Orgulho, Egoísmo, Desaperceber

Hoje resolvi fazer uma postagem diferente: para começo de conversa, através do Android. Definitivamente agora entendo a vantagem do iPad para esse tipo de tarefa que precisaria de mais espaҫo visual inclusive para a digitaҫão.

No final das contas este post será um meio termo entre um post do Android e um posto do PC padrão já que não tive paciência para terminá-lo pelo celular.

Além disso o teclado estilo Qwerty, acho que é assim que se escreve, realmente é um belo avanҫo depois de nos acostumarmos com as pequenas modificaҫões de posicionamento das teclas e com a utilidade do sugestionador de palavras.

Na verdade acho que ele poderia melhorar na checagem do texto e já perceber o tempo verbal daquilo que se escreve na frase para indicar a palavra correta a ser utilizada.

MAS, um mas garrafal para lembrar que este não é um texto sobre tecnologia, mas, para variar um pouco, um texto para organizar ideias.

Um detalhe, depois da palavra ideia neste texto notei que o dicionário incorporado não estava atualizado com a nova gramática, ja que a sugestão veio acentuada. Ponto a menos para o Android do Sansung Galaxy.

Enfim, pensava ca com meus botões sobre Orgulho. Na verdade sobre os sentimentos que são próximos a ele e que as vezes, se misturam e o faz parecer com tantas outras coisas.

Segundo a wikipedia, orgulho é:
Um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitute positiva como negativa dependendo das circunstâncias.
Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinónimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo. Ele deve existir, como forma de elogiar a s próprio, dando forças para evoluir e conseguir uma evolução individual, rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor. O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, sendo visto apenas então como uma emoção negativa: a Arrogância. Outras pessoas classificam o orgulho como exagerado quando se torna um tipo de satisfação incondicional ou quando os próprios valores são superestimados, acreditando ser melhor ou mais importante do que os outros Isso se aplica tanto a si próprio quanto ao próximo, embora socialmente uma pessoa que tenha orgulho pelos outros é geralmente vista no sentido da realização e é associada como uma atitude altruísta, enquanto o orgulho por s mesmo costuma ser associado ao sentimento de capacidade e egoísmo.
 Agora meu próprio pensamento a respeito:

Em poucas palavras eu diria que Orgulho é um saco. É necessário para que você possa crescer e observar que suas conquistas valeram o esforço, entretanto, quando ele começa a atrapalhar e fazer com que você deixe de ouvir/escutar, o orgulho passa a ser nocivo.

Diria que esse orgulho chega a ser um parente muito próximo da inaptidão de lidar com as pessoas ou de entender que nem tudo está ali para ser do jeito que você quer, não importa seu conhecimento, dinheiro, idade ou qualquer outra coisa.

Se concselho fosse bom, diria a quem lê este blog que passe a utilizar-se um pouco do "colocar-se REALMENTE" no lugar do outro, tentar entender como a pessoa se sente ou simplesmente começar a ver que você tem sua verdade e que ela não é a do outro e que você não deve exigir essa verdade de ninguém.

Diria mais, diria que o mundo deveria pouco a pouco buscar uma posição que não afetasse tão diretamente o interesse egoístico, ou seja, apenas focado no seu próprio olhar, pensando que tudo não passa de uma junção da sua e da minha e da necessidade de outrém.

Enfim, o recado final é: ouça, aprenda a ouvir e a respeitar. Aprenda também a falar: não, e a ouvir o não ou o sim. Entenda que é necessário comunicar, não passar por cima das pessoas para que estas consigam conviver (digo conviver e nem aturar) você. Pense que você não faz nenhum favor em chegar a um consenso mediático entre uma coisa e outra.

As vezes acho que é o fato de não perceber que faz as pessoas não notarem determinas coisas, então noto, que é o fato das pessoas não gostarem de sair do seu status quo para abrir mão de bens e certezas tão ridículas, que seria muito melhor, para todos, abrir mão....

Mas enfim... são pensamentos jogados, nada demais e se conselho fosse bom, não seria dado em blog, seria editado e renderia dinheiro.

20 novembro, 2010

Pensamentos jogados – delírios de deus.

 

Depois de passado muito tempo retomo um post do “delírio de Deus”. Motivo: quero por ordem na jaquinha depois de uma quantidade de informações acumuladas, principalmente depois de duas palestras finais do InterCon2010.

A primeira delas: onde me encaixo? Qual o motivo da pergunta a mim e por que não a fiz somente na cachola. Simples: tem tudo a ver com web.

Começa pelo estereotipo das pessoas que estavam lá transmitindo informações. Dinossauros da web até mais novos que eu, mas em todos os casos, muito próximos em aparência e talvez, também, na maneira de pensar.

Além disso, o assunto das provocações é tão intrínseco ao meu pré-projeto do mestrado (agora mais que nunca quero ser aprovado para pirar na batatinha de vez e para finalmente poder postá-lo por aqui) que chego a pensar que as coisas que me afligem também o fazem a toda uma geração plugada em um protocolo tcp/ip que começou em 2400 Kbps nas configurações do Trumpet Winsock ou que aprendeu equações do segundo grau na aula de programação em Basic ao invés de aprender primeiro na escola.

Talvez, se alguém cair por aqui e resolver tentar, veja bem, tentar entender um pouco as implicações de um pensamento inscrito escrito, dê uma lida na minha palestra “um leão por clique”, que talvez consiga pincelar alguma parcela do todo que vai e vem aqui dentro e que estou pondo aqui para tentar me entender.

Enfim, a segunda é: qual o motivo, que mesmo depois de estar envolvidos em tantos projetos na web, em nenhum deles ganhei dinheiro para mim? Por que, observando os “bem sucedidos” (ou talvez não) fico com autopiedade pensando no motivo de não ter seguido com o Vampyr, ou ser um dos únicos que não ganhou um puto com o assunto? Ou ainda ter me envolvido com outro tema que pudesse ser lucrativo até hoje?

Veja bem, não estou reclamando as minhas escolhas, aliás é graças a cada uma delas que encontrei a minha linda, é graças a elas que este post está sendo escrito, é também graças a elas que não tenho um rei na barriga e que minha arrogância vem sendo trabalhada dia-a-dia.

Entretanto, é tão ruim ser arrogante? Ou será que o problema é tentar ouvir a tudo e a todos e tentar compreender o elo das consequências e pirar tentando resolver as coisas e esquecer de si?

Pois bem, me entristece ver que algumas ideias que tive não germinaram simplesmente por falta de apoio ou conhecimento, outras por falta de força de vontade e voltamos ao fator apoio.

Será que todo o fato societário envolve isso? Será que o fato de ter, em vários momentos, principiado à beira do abismo da depressão ou de outras coisas um tanto quanto melhores serem descartadas deste post envolve razões que chegam e este ponto?

Por que, ao invés de estar sentado num sábado a noite, pensando tudo isso ou em todas as contas que tenho que pagar (e que o saldo não dá) eu simplesmente não estou em Maresias curtindo um sol? Talvez por acreditar que ter para mim é futilidade ou que meus princípios são tão sem nexos que nem a mim convencem?

Sei que muito do que foi discutido, muito do que vi, me fazem perceber que mesmo correndo por fora, estou em um paralelo, entretanto, ainda assim não vejo onde me encaixo. Serei eu apenas um servidor? Não quero isso. Gostaria de deixar algo que valesse a pena não só para mim, mas para mais pessoas.

Entretanto, sonhos são caros. Como o mundo gira por sonhos se você não consegue ter mínimo de conforto, será que nesse caso tornei-me um mercenário? Será que a adolescência na frente de um computador, pensando e queimando neurônios a desenvolver sites para os outros levaram-me a que?

Não espero encontrar nenhuma dessas respostas e para algumas pessoas, de opiniões mais ferrenhas (mães por exemplo) se a sua opinião não for acrescentar nada e servir só para criar atrito, guarde-as na sua própria gaveta pois a minha está transbordando.

Por hoje é só. Depois releio e escrevo mais.

27 outubro, 2010

Divagações

Hoje me lembrei várias vezes de uma frase dita por uma antiga gerente de RH, minha amiga, que dizia: “Não basta ser inteligente, você deve ser esperto”.

Afronta ou não, a frase várias vezes faz sentido durante os dias de trabalho.

Não quero dar nenhum sermão a qualquer pessoa que venha ler este blog, mas ao meu ver, méritos devem ser concedidos com cautela, principalmente, por que eles se tornarão medalhas que você almejará com o tempo, e não,  pequenas lembranças ou afago de ego, muito menos, predileção por “lambeção”.

É engraçado que no decorrer dos meus dias de trabalho, muita gente se incomoda que eu mostre pontos que devem ser melhorados, muita gente se incomode com verdades inconvenientes, que normalmente são tratadas com afagos.

Diria e continuarei afirmando: O melhor feedback é dado por seus colaboradores diretos (se sincero) e pela visão que você mesmo tem, do controle que exerce sobre o resultado e não sobre o como é feito.

Tá complexo não? Alguém uma vez disse, não deixe que a mão esquerda saiba o que a direita estava fazendo, e vice versa. Você não precisa de gabar por atitudes que seriam sua obrigação se o seu maior interesse fosse o todo.

Enfim, o conflito entre o EU e o Grupo continua e continuará existindo, e muitas vezes, os favorecidos serão aqueles que o EU, permeiam, e não os que fazem.

Paradoxos.

“É impossível agradar gregos e troianos”.

Technorati Marcas: ,

19 outubro, 2010

Feliciano

Estava pensando em que tipo de texto blogar. Não que eu queira voltar a essa vida, mas já que no final de semana passei certo período de tempo arrumando um pouco a casa, nada melhor do que colocar um pouco de conteúdo nesta birosca.

Aliás, além de conteúdo esse blog é muito útil para tentar por um pouco de ordem na “jaca” que fica sobre meu pescoço. São tantos pensamentos que vêm e vão que o sono, para variar, foi-se!

Na verdade, não há um assunto específico sobre o qual eu queira discorrer, mesmo porque com a minha sutiliza, se o fizesse hoje seria um tapa na cara e não um texto sutil. Portanto, vamos tentar por ordem no onanismo mental de uma maneira mais tangível a fim de tirar um pouco de proveito, próprio (vou logo avisando), do que ficar enrolando num texto sem pé nem cabeça.

Acho que vou tentar reescrever um conto, faz tempo que não utilizo-me dessa tática, será que ainda consigo escrever uma boa história? Principalmente sem colocar nenhum personagem de terror no meio? Tentarei.

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Era um dia como outro qualquer. Feliciano acordou, abriu seus olhos, olhou em direção ao relógio que em letras digitais marcava 7:30 com uma bolinha na parte de cima que apontava o AM. Esfregou a cara pensando no motivo de ter despertado tão cedo se havia planejado dormir pelo menos até as nove horas da manhã.

Deitou-se novamente procurando o sono e o sonho em que havia se metido, mas nenhum deles voltou. Aliás, quem apareceu foi a vontade crescente de levantar-se. Coçou-se, mexeu-se e por fim desistiu de lutar contra a vontade do seu corpo e se levantou.

Caminhou em direção a cozinha procurando algo para beber. Um café, uma coca-cola, um energético, qualquer coisa patética que seja fácil de ser produzida e que tenha uma boa dose de cafeína para que eu consiga fazer minha pálpebra parar de pesar e querer lutar contra o mundo.

Não achou nada na geladeira. Contentou-se com um copo de água e foi ao banheiro se lavar.

Passado alguns minutos, pelado, caminhou pela casa tiritando de frio em busca de algum agasalho. Vestiu-se e abriu um fresta da janela observando a rua. Ninguém estava lá. Estava escuro ainda.

“Mas era 7:30, agora já deve ser umas oito e ainda está escuro?”. Voltou-se novamente ao relógio que marcava 8:30 com a bolinha vermelha na parte de baixo, marcando PM.

“Deus do céu, estarei ficando louco? O Dia já acabou?”

Despiu-se, foi ao banheiro que ainda estava enevoado com o vapor, tomou outro banho para deitar-se.

“Não lembro de ter feito absolutamente nada. Nem sequer comi alguma coisa. Deve ter algo de errado com o tempo.”

Mal sabia Feliciano que ele estava sobre uma peça dos Deuses. Cronos gargalhava ao lado de Loki e Jesus Cristo, seu irmão mais novo, pela peça pregada em Feliciano.

Loki comentou:

- Cronos, que brincadeira sem graça! Isso é coisa que se faça com a cabeça da pobre criatura? Foi tão infanto juvenil.

- Não torra Loki – respondeu cronos.

- Calma meus irmãos foi um tanto satisfatório – ponderou Jesus.

- Satisfatório nada, é o dom dele rearranjar o tempo. Não teve criatividade nenhuma. O pobre In-Feliciano, sequer teve tempo de entender o que estava acontecendo, pareceu coisa daquele filme desta época que o cara fica voltando para o mesmo minuto depois de algumas horas.

- Você é capaz de fazer melhor Loki? – trovejou Cronos que já atirava algumas pequenas ampulhetas sobre Loki que desviava gargalhando.

- Claro! Observe.

Feliciano abriu os olhos. Quis se levantar e percebeu que já estava de pé e vestido. Que havia perdido a hora para sair de casa. Correu. Pegou o carro. Dirigiu-se a empresa.

- Muito bonito seu Feliciano, atrasado novamente? – perguntou o chefe.

- De-desculpe. – cabisbaixo passou pelos olhos severos do chefe e foi até seu cubículo no escritório de alta tecnologia, onde ele, passava horas e horas procurando virgulas que faltavam em códigos nada compreensíveis dos programadores que ganhavam muito bem e eram os bam bam bam do pedaço.

- Ligou seu terminal – aguardou um tempo enquanto este iniciava.

Bateu algumas vezes o dedo sobre a mesa, pensou em ir buscar um café, mas uma voz soprou sobre seu ouvido:

- Feliciano, por que faz isso com a sua vida?

Sobressalto.

- Que-quem está ai?

- Sou a sua consciência – respondeu a voz segurando um riso.

- Não tenho consciência.

- Claro que tem, eu que aviso você que sua vida está sendo disperdiçada.

- Claro que não, eu não a tenho, gosto daquilo que faço.

- Não gosta. Todos os dias você olha o relógio e percebe que o tempo se esvaiu. Que a sua vida é medíocre e que você não ganha bem o suficiente. Esmurre seu chefe, agora!

- Tá louco? Bebeu foi? – respondeu em voz alta.

O suficiente para outras pessoas do departamento levantarem a cabeça e tentarem identificar com quem Feliciano conversava.

O assunto continuou por algum tempo.

Uma moça de branco aproximou-se:

- Feliciano, sou Etherea, a enfermeira do quinto andar.

- Nos temos enfermaria?

- Não, eu fico na sala de atendimento psicológico.

- Nós temos sala de atendimento psicológico?

- Não, você não tem nada. Na realidade, você tem um encaminhamento por falar sozinho, vem comigo? – a última parte soou mais gentil porém ligou um alerta na cabeça de Feliciano.

- Você acha que sou louco?

- Você fala sozinho.

- Não, não falo, estava falando com minha consciência. Conte para ela consciência...

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Cansei da minha viagem.. amanhã quem sabe termino?

Falou people.

13 agosto, 2010

Lider e Herói

Pessoas (leitores) do meu coração. Desculpem por não postar com maior frequência. Juro que não é por falta de pensamento ou por falta de assunto, é o velho e já batido motivo: falta de tempo.

Muitos assuntos permeiam minha “pequena cabecinha” de 60cm de diâmetro – ah, contei o motivo da minha cartola não servir em praticamente ninguém – enfim... muitos pensamentos vão e vêm mas poucos ficam tempo suficiente para se tornarem um post no blog.

Já tem alguns dias um “causo” resultou em uma frase que gostaria de presentear as futuras gerações: “Ser líder é saber ouvir, ponderar e agir objetivando o futuro e resolvendo o presente” e ainda “O objetivo de um líder é saber ouvir, pensar e acatar que também tem falhas para confiar nos seus liderados”.

Não, não é nenhum sermão ou recado embutido neste post. É uma constatação de que algumas vezes engolir nosso ego e saber que se você tem pessoas com mais conhecimento em outras áreas que não são as suas, e dizer: OK mesmo contrariado não o matará.

Céus, tanto para escrever e tão pouco tempo (estou com sono).

Estava pensando que uma vez me falaram da Síndrome de Herói (podem até ler: http://www.terapiaemdia.com.br/?tag=mito-do-heroi) para entender um pouco a dualidade das coisas, mas no final ainda não é o que eu gostaria de expor. Enfim, Sindrome de herói é uma cobrança exagerada para um lado ou para o outro a ponto de entrar em parafuso, e isso normalmente me atingi como um dardo à mosca.

Nessas horas tenho que tentar equilibrar certas coisas e ponderar que nem tudo pode ser resolvido por uma única pessoa (eu) ou que ainda assim não somos uma ilha, mas será papo de psicólogo?

Não sei.. enfim.. cansei.. li o texto, fiquei com sono e vou dormir.. O blog é mesmo um espaço para divagar e, como ando “divagar” vou aproveitar o tempo para cochilar.

fui

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