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21 setembro, 2014

Auto Ajude-se: seja você, distâncias e siga mexendo...

O segredo não é ser isso ou aquilo.
Seja você.
Respeite a opinião dos outros e analise o motivo dessa opinião.
Lembre-se: somos todos um amontoado de idéias, desejos, crenças e histórias (inclusive saudades e boas recordações).
Tente decidir se quer caminhar junto ou separado.
Tudo tem um lado bom e um ruim.
Isso é ser humano e viver.
Juntos é mais fácil em alguns momentos; dividir o peso do mundo, ter alguém para conversar e compartilhar, etc. Mas será preciso sincronizar as passadas, entender o cansaço do outro, dividir o suor, puxar e as vezes segurar, mas o mesmo valerá para você que será puxado, empurrado, abraçado e compartilhará o suor da mão que segura.
Separado é mais rápido, você encontrará semelhantes. Saltarão até mesmo próximos uns dos outros. Mas se cair, estará sozinho. Talvez algum outro que venha no caminho o auxilie, talvez, é mais solitário, quase mais silencioso se você ignorar aqueles que avançam e o ultrapassam.
Estou tentando encontrar outras vantagens do separado: alguns talvez digam - você será capaz de fazer aquilo que deseja. Será invejado da sua capacidade de saltar mais rápido e as vezes mais longe.
Nenhum dos dois motivos chegam a me parecer muito bons a longo prazo.

Relendo esse texto me ocorreu: vemos melhor, na maioria das vezes, o que está distante. Temos uma visão holística, afastada. Indolor. Nesse ponto acabamos por perceber melhor as vantagens.

Mas para saber, temos que ir. Adentrar no lugar que vimos. Perceber as dificuldades, mudar a sintonia. In loco, é quando vemos o mais difícil.

Veja um chão de brasas a noite. De longe: quase um chão de estrelas. Vá até ele, só a proximidade já esquenta. Qual foi i motivo da sua criação ou a destruição que ele causa?

Mas retomando: seja você, buscando aprender, compreender no sentido mais puro da palavra.

Não serão rótulos, nomes, outrem que dirá a você qual é o melhor caminho a seguir: outro vê de longe o caminho alaranjado que brilha no escuro. Você, só você sabe a dor que ele causará. Esse caminho é o único?

Calce ou construa a ferramenta necessária para percorrê-lo. Você é um ser pensante. Pode demorar um pouco até conseguir o que precisa, mas ficar parado esperando, o fará perder sua vida estagnado.

Água parada fede. Evapora e deixa de existir aos poucos. A não ser que algo, a movimente.

Perceba, que novamente não estou dizendo que é rápido ou fácil. Estou dizendo, que ao menos caminhar e mexer-se de um lado para outro, talvez você consiga erodir o chão debaixo dos seus pés. "Jenios" dirão: será mínima a erosão, superficial. Ano após ano. Geração após geração. Tornar-se-a um Canion.

Não me serve! Quero para ontem! Então mexa-se. Salte mesmo inseguro. Você vai morrer de um jeito ou de outro. Faça alguma coisa!

Para quem é esse texto? Para quem servir. O texto chega no momento propricio onde você está apto a entende-lo.

Você segue isso? Sinceramente não sei. É mais difícil ver sob as plantas dos próprios pés sem cair se você está sozinho.

19 julho, 2014

Previsões

Engraçado como titular por "previsões" me remeteu a estoque, guardar para um futuro próximo, uma visão quase apocalíptica e complementar em destino daquilo que resolvi escrever hoje. Nem era essa ideia, mesmo porque me parece que graça a prazos de validade, capitalismo desenfreado de comprar e comprar, gastar adoidadamente por supérfluos e um conforto mínimo, estoque seja uma ideia tão despropiciada de argumentos válidos e fatídicos, pelo menos aos meus conhecimentos, que a mim, soa muito estranho.

Numa era apocalíptica de guerras, fome, sede: como você manteria um estoque de sobrevivência sem armas e com tudo tendo validade? No mínimo seria um abrigo sustentável, que produziria seu abastecimento, mas e a água? Como tornar a água sustentável se não existente "novos" mananciais e quando falo isso, não estou me referindo aos inacessíveis, estou falando de novos mesmo, surgidos "do nada". Chuvas? Ácidas. Difícil.

Do meu quarto andar, que é sétimo, no centro da metrópole, com o ipad na mão. Se eu não for abastecido, ou não tiver dinheiro, não sei como obter água em uma situação crítica. Retirar de cactos via Uma série, mas não há cactos na região. Exagero? Sim. Estou indo a extremos... Mas é possivel, é um caminho. Mas como disse, estou fugindo devido ao titulo com conotação dupla. E me empolguei com outro assunto para variar.

Mas eu sei: Não, não consigo nem imaginar. Como em uma Era como a de hoje, olhando apenas pelo lado positivista: conforto sobre conforto de uma metrópole e do meu sofá (que nem tenho) e um garrafa d'água mineral ao lado eu seria, eu poderia mudar alguma coisa?

Essa dúvida me incomoda tanto, tanto. O que realmente poderia ser feito para mudar o rumo catastrófico, que me parece em quase todas as analises e filosofismos que tento, de um jeito real? Tudo parece-me maquiado para obter sua própria sobrevivência.

Motivo da minha indagação? Vários. São Paulo sem água, notícia de um supermercado que anuncia a venda dos legumes despadronizados mais baratos como se estivesse fazendo um bem a fome do planeta. A mídia que compra batalhas antagonicas em época de eleição de políticos, que na sua grande maioria, me parecem fantoches preocupados em ser belos por fora e sem objetivo claro e concreto. Vendemos imagem, mas o que está debaixo das cascas?

Minhas previsões, ao estilo finada mãe Dinah, para os próximos anos.

Seremos todos ainda mais egoístas. Nós e a próxima geração. A próxima, talvez, pense societariamente.

Corrompimento dos grupos. Esse ainda vai demorar. A reestruturação de sindicatos para aquilo que eles foram criados e, uma pena, eles dependem da mudança do conceito das pessoas.

Desespero pelo seu lugar ao sol ou submissão geral. Dai o cataclisma.

Vou parar por aqui, caso contrario ficarei deprimido. Então qual a solução? Não sei. Penso muito no desapego, na entrega, na fé, no trabalho mas todos esses sucumbem ao fato da necessidade e sobrevivência. Na entrega completa que, ao menos eu, não sou capaz sem amor. E quando falo de amor, consequentemente penso em renuncia ao ego, a entrega ao próximo em busca do equilíbrio ao que se quer e ao que se conquista.

Você ama? Você não ofusca, você se preocupa, mas deixa ir mesmo que sangre em cacos sua alma. E então, vejo as mesquinharias, os egos, os desejos que sobrepõe tudo isso. A não entrega, a paixão. Amar, ao meu ver é apostar tão alto que ao se quebrar a banca você estará nú (figurativamente) diante dos seus inimigos. Estará entregue e despedaçado. Pronto para dar sua vida pelo seu erro, como conviver com isso?

Quando leio sobre "idolos" que mudaram o mundo, leio sobre essa entrega. Mas não os conheci, seriam eles pessoas comuns ou eram predestinados que colocavam o outro em primeiro lugar ou eram egoistas tambem?

Toda vez que penso em mudar o mundo, penso que eu deveria mudar primeiro. O problema disso é para quê e por quê?

Vou lá fazer café e pensar um pouco mais...




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